Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

MAE D@nce 5 Dia…
Salto da cama e quero espreitar pela janela… como estará o tempo? semicerro os olhos e não consigo ver bem… e também necessito de respirar e sentir o dia! Um pouco sonolenta saiu pelo corredor ainda silencioso, para a nossa privilegiada varanda (ritual que cumpri quase todos os dias…) e o nosso vale!... hoje parece-me ainda mais encantado…
Esta névoa! … Será prenúncio de mais um dia pleno de Magia?
E foi… não só o Dia como a noite…
ElsaMesquita
 
O Dia...
Aqui da praia, em trajes reduzidos, recordo o frio cortante da Barroca!
Mas as temperaturas gélidas, para quem não estava devidamente agasalhada, não impediram que se desenvolvesse uma agradável cumplicidade e um calor muito humano.
O mesmo dilema matinal,…não trouxe nada realmente quentinho para vestir…
Hoje é dia de dança…Um certo desconforto inicial, uns olhares trocados, de quem pede que não repare nele/a, que aos poucos é absorvido pela sensação de liberdade de expressão e um sorriso de orelha a orelha dirigido a ninguém em particular. Foi assim que a professora Ana Macara me deixou. Foi um dia muito agradável, esplêndido até, veio confirmar a minha teoria “quem dança é mais feliz”, apesar de ter apenas roçado as possibilidades dessa sensação, devido ao tempo limitado, com horário apertado a cumprir…
A noite...
A ansiedade de uma procissão nocturna (a que nunca assisti) vai aumentando, enquanto se beberica uns licores Beirão, na tasca ao lado da Igreja, para aquecer o espírito. Ui! Se em Lisboa se praticassem estes preços, andava tudo alcoolizado (mais ainda!)
O povo começa a juntar-se, as luzes apagam-se…ouve-se um burburinho perante a expectativa do que está para vir. Fomos já informados que não podemos falar, vais ser difícil, mas tentamos respeitar as crenças e tradições.
(…)
Estou arrepiada, nesta escuridão sente-se o calor humano e ouvem-se lamúrias…sons assustadores de paus a rasparem agressivamente o chão…vão descalços?!...vão nus?! Que horror, está tanto frio e a chuva miudinha que cai parece propositada a violentar esta penitência.
Lá seguimos em grupo…espera, quantos somos? Para onde foram os outros? Onde está o autocarro? E no já final da procissão, uns locais dizem-nos que viram um autocarro no fundo daquela rua…Lá regressamos, já só faltávamos nós!
Ana Ambrósio
O dia...
“Dança: o meu pior pesadelo. É que nem com os copos, na festa da aldeia eu consigo ganhar coragem para ir dar um passinho... Será que vou cair? Será que vou conseguir fazer algo que seja?" - Olho em volta e vejo em muitas caras os mesmos medos que me assombravam.
Mas, como já era hábito no MAE... tive uma surpresa. Por entre a cara sorridente a graciosidade da professora Ana Macara, aprendi que todos podemos dançar. Soltei os medos e diverti-me tanto! E hoje, sozinha em casa, ainda dou um passinho de vez em quando!
 
A Noite...
MEDO. PÂNICO. Será que nunca ninguém teve um ataque cardíaco a ver isto?! Eu nem vejo filmes de terror... que menina sou... E já sei que dormir hoje é mentira... Bem podiam ter avisado as pess... Mas o que é que aquele está a fazer? Está a bater com o pau onde?! AI! AI! Tenho que encontrar um homem grande e pirar-me daqui. FAUSTO! Socorro!"
E, enquanto eu observava de unhas bem fincadas no braço do pobre Fausto, seguiu a procissão tenebrosa.
Ana Ferreira
 
O Corpo desta vez, e, com o corpo, as sensibilidades à flor da pele
As primeiras lágrimas
Toda a tensão explodiu e esbanjou-se em afectos perdidos, encontrados
Não perceber o Outro, mas senti-lo, por dentro com o corpo todo
Respirá-lo como ser que existe também
Só fiquei com as palavras relembradas de um poema persa nesse dia (cito de memória provavelmente sem as palavras todas...não posso confirmar, pois emprestei o livro e perdi-o, mas um livro assim deve circular!)
«Se não respirarmos um no Outro não pode haver jardim»
Assim encontrei onde aconchegar o meu corpo gordo de emoções
Ana da Palma
 
Ai que frio! E eu não trouxe roupa quente!
Dança! Finalmente vou pôr o meu bebé a "curtir"! Agora é que ele ou ela vai ver como é a vida! Cheia de movimentos em todas as direcções! Umas vezes em cima e outras em baixo a algumas ainda para os lados e em torno de tudo...tudo é possível!
E a prof Ana Macara?? É linda! E emana cá uma energia... nem tenho palavras para descrever o que estou a sentir! Olho para a "minha" Petrolati e confirmo o que já me tinha parrado pela cabeça: está a viajar no mundo dela!! Que bom que está a ser!!
Acabou-se o frio! E acho que senti o bebé mexer...será? Ainda é cedo...mas também senti o Raimundo cedo... Pode ser que se mexa outra vez para eu confirmar... Ehehehe
Cristina Fernandes
 
e agora o corpo fala.
Começamos pela exposição de teoria antes de começar a prática.
Explorámos várias teorias e pressupostos para a dança.
Como a malta das artes vive da acção lá fomos para a prática.
Nada melhor que o belo do pijaminha para ter uma aula prática .
Digamos que foi uma decisão meramente ..... coreográfica.

Estruturas que se envolvem; movimentos claros; precisos; medidos.
A percepção do nosso corpo, e daquilo que ele nos dá, a consciência quinestésica.
É importante o trabalho realizado individualmente e como ele se altera quando estamos com o outro. Gostei da empatia que criei com a Maria João. Como em silêncio nos fomos entendendo. É curioso o processo. Os nossos corpos é que comunicavam. São eles quem estabelece o diálogo. O mesmo foi aontecendo nos outros exercícios. A atenção é alargada. O processo mais complexo.
O individual espontâneo, o individual com regras/ disciplina/ controlo. O pequeno grupo e o colectivo. O indidual no colectivo.

Fiquei com a ideia ainda mais vincada que o elemento coreográfico, por mais simplificado que seja, leva o seu tempo. O rigor, o domínio e acima de tudo o conhecimento do nosso corpo entram num processo de exploração das possibilidade expressivas que pode ser gratificante.
 

Outro aspecto que achei interessante. Ver como um exercício que é proposto para todo um grupo, as indicações que são seguidas, o como lá se chegou. E depois ver os outros que seguiram as mesmas indicações e a multiplicidade de propostas que, como por magia, se apresentam. Como a mesma base permite tantas coisas.

Ricardo Cavadas (o do pijama)
 
Mesmo por entre a febre e a tosse que me atormentava, estar ali a desenvolver a actividade de Dança, com a fabulosa Professora Ana Macara, reabriu-me o espírito.
Incrível como, de repente e inevitavelmente, me esqueci que me sentia doente! Sinto que pairei sobre as nuvens, que deixei o meu corpo flutuar pelo infinito e que me perdi, suavemente, pelas profundezas do Universo.
Eu duas palavras? Foi fantástico!
Filipa Silva
 
Dança!
Agora sim, agora é que vão ser elas.
“Pé de Chumbo”!!!
Só me lembro das bailarinas hipopótamos da “Fantasia” da Disney.
Lindo!?!
É assim? Boa!
Até me sinto mais leve. E, estou a tirar umas ideias para fazer em movimento com os miúdos.
Estava com receio e afinal é óptimo! Até se consegue fazer coisas giras.
Hoje foi um dia estranho…
Muito estranho, mesmo…
Primeiro a dança, o ter que mexer com o corpo, estimulando o aparecimento de sentimentos e emoções tão variado…, não sei se por cansaço, ou por ser mesmo assim…, tive que me concentrar muito mais que nos outros dias. Foram os passos, as “coreografias”, as empatias…(meu grande par, Ricardo), e sucedeu-me o que não acontecia há muito tempo: a adrenalina a subir desenfreada! Tive que ir molhar a cara e respirar fundo, senão era embrulhada no turbilhão das emoções. Mas foi por pouca dura porque logo estava outra vez a embrulhar-me nelas para a MAETertúlia e a dar o laço final com a procissão intimista de Lavacolhos.
Difícil foi ter que ir dormir, mas felizmente os serões da pousada da Mina trazem sempre uma grande dose de inesperado…

Maria João Veloso

 

 

Sempre gostei de “dançar”, ou seja, sempre que ouço alguma música, mais ou menos discreta, lá estou eu a entrar no ritmo.

Sem “escola” e a inércia dos últimos anos, e quando soube que era necessária roupa prática, temi um pouco.

Mas confesso que depois do dia 14 de Fevereiro este era dos dias que eu mais desejava…

Recordo-me da tranquila e graciosa Senhora que tinha chegado após o início da sessão e se tinha sentado perto de mim…

Recordo-me dos seus sapatos, o salto, o modelo, em “verde-mar”, … pareceram-me de bailarina. Mas, prontamente pensei: Elsa, já estas a divagar!...

Afinal, não estava…

E agora neste dia, no MAE retiro, ”Da forma à narrativa” e “Da narrativa à forma” eu queria aprender, apreender, descobrir, fazer, tudo, tudo… e fiz/fizemos: com tal empenho que logo no início o meu pas de deux com a Jenny me valeu algum sofrimento muscular. Mas a emoção e a fantasia falaram mais alto e as dores foram superadas.

Fiquei com pena de não termos visualizado o filme… é sempre o tempo!

Muito obrigada professora!

Elsa Mesquita

publicado por daceaomundo às 14:50
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Módulo: EXPRESSÃO PELA DANÇA

ANA MACARA,  Ph.D. Dança, FMH/UTL

 

 

PROGRAMA
 . O universo da dança e a dança como forma de intervenção artística.
 . O papel do património da dança na contemporaneidade.
 . Práticas corporais e de criação coreográfica.
 . Teorias fundamentais no desenvolvimento da dança no contexto educativo.
 . Instrumentos e metodologias de intervenção na dança-educação.
 . A observação como instrumento de evolução.
 
 
SINOPSE
1ª Sessão:
Da forma à narrativa – Experimentação prática de métodos de acção em dança com vista à prática da dança, da criação de movimentos e ideias coreográficas, bem como da observação e apreciação crítica, utilizando estímulos formais como ponto de partida para a narrativa coreográfica. O abstracionismo em dança. Trabalho com base na teoria de Laban e em métodos de composição acessíveis a partir de estímulos básicos.
 

 2ª Sessão:

Da narrativa à forma – Experimentação prática de métodos de trabalho em dança com vista à prática da dança, da criação de movimentos e ideias coreográficas, bem como da observação e apreciação crítica, utilizando diferentes tipos de narrativas verbais, como ponto de partida para a construção coreográfica. Narrativa e conceptualismo em dança. Trabalho com base em metodologias fundamentais para a intervenção no âmbito educativo.

 

 

 

 

Pina Bausch, bailarina e coreógrafa: café muller
 
 
 
 
 
 
publicado por daceaomundo às 14:45
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E o cartaz dizia em letras gordas e colossais de uma sonoridade imperiosa:

«De 5 a 12 de Abril na Casa Grande da Barroca!»

E vieram nos comboios, autocarros, de carro e balão de ar, de barco e avião de papel! Num tipo de papel diversificado cheio de letras e signos tipográficos em alegoria à dinâmica da arte.

E nas suas viagens trouxeram as malas, trouxas, caixas e sótãos de ideias dentro das bagagens! Trouxeram bolas e a rir manipularam-nas em acrobacias de movimento que no ar escreviam: Bem-vindos! Sejam bem-vindos à aldeia do xisto!

E vinham de muitos e dos mais diversos lugares… de França, de Itália, do Brasil, Açores, da ilha da madeira, Alentejo e litoral… centro do país e do norte de Portugal! E todos eles deixaram emergir em si a alegria e prazer de estarem ali.
- Venham saltimbancos! Artistas dançantes! Mágicos hilariantes! Homens de gosto nobre e de missão importante!
E o saltimbanco, de chapéu de palha na cabeça, de imediato o retirava e fazia uma vénia aquela gente!
- São estrangeiros?!  Referiu a população…. - O que será que aqui vieram fazer? E curiosos levantaram o pano da tenda e tentaram saber!
 
O pano riscado da Tenda da Barroca, abriu e levantou! As cortinas antes cerradas vislumbraram um palco de luzes e som! E os saltimbancos entraram e deram hurras e vivas ao lugar! Cumprimentaram-se e abraçaram-se e com o tempo começaram a cantar.
E vieram os bombos, as violas e as trompetas! E vieram as cores, os pincéis e paletas! E vieram bailarinos…dançantes e corpos em movimento… e veio a voz da alegria e o encanto numa festividade à vida!
- O que se passa ali? Afinal quem é esta gente?! Perguntava a população tão confusa como envolvente na sua tão natural curiosidade…
Vêm da Universidade Aberta! Estão aqui pelas expressões! Para comemorar a vida na Arte ou a Arte na vida. São Saltimbancos!
 Artistas…actores…músicos…bailarinos…pintores e professores…. Ou apaixonados por este mundo; a ARTE! A Arte?!! O que é a Arte? E ficaram assim na dúvida e a pensar.
E a tenda da Barroca fechou… e os artistas actuaram e os aplausos ressoaram e todos aplaudiram.
  - O espectáculo senhores e senhoras! (Dizia o saltimbanco de chapéu de palha acenando com a mão no ar…) - O espectáculo senhores e senhoras não terminou… mas está a começar!
E todos partiram! Deixaram a aldeia levando da terra a recordação das belas paisagens de xisto, dos queijos e enchidos… da cultura do povo e do sorriso e simpatia daquelas gentes…
Os saltimbancos partiram e fizeram das suas vidas uma contínua alegoria à arte! Há quem diga que mudaram o mundo e mudaram vidas! E que o futuro foi uma constante festividade!
O futuro aconteceu! Houve sonhos que aconteceram, que se tornaram reais! Em mãos de crianças, num legado deixado a novas gerações! E o futuro foi melhor!
 
  
 
  

  

 

publicado por daceaomundo às 14:40
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Nº 40º 07' 53.85''

W 7º 37' 3.09''

 

 

Procissão dos Penitentes – Lavacolhos

 

 

Na noite de quinta-feira Santa, por volta das 00h00, sai da Igreja Matriz uma procissão: OS PENITENTES.

A iluminação pública é previamente desligada e os participantes vestem um lençol branco, descalços, de rosto encoberto, saem de forma ordeira e sob a vigilância dos guardas (agasalhados e com um varapau para manter a ordem e o silêncio dos espectadores). Cada "Penitente" tem uma função na procissão, havendo um par responsável pela ladainha a que outros devem responder.  

Esta tradição secular, estudada por antropólogos e descrita em diversa biografia, pretende dramatizar o percurso de Cristo até ao Calvário acompanhado do seu povo sofredor.

 

 
publicado por daceaomundo às 14:30
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Contadores de histórias

 

II ENCONTRO INTERNACIONAL DE NARRAÇÃO ORAL

Marieta Sánchez

Boniface Ofogo

Boniface Ofogo (2)

CUENTOS DEL ESPÍRITU 1 (Nicolás Buenaventura Vidal) 

publicado por daceaomundo às 00:42
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Quarta-feira, 8 de Abril de 2009

 

 
 
 
 

 

Inspirado por tão belas memórias fotográficas, partilho convosco meu estado de espírito no final do 4.º dia.
“O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...
Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar... “
Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos", 8-3-1914
João Pedro Borges
 
 
 
Ementa do 4º dia
Manhã: Expressão Plástica.
Tarde: Expressão Plástica.
E com direito a surpresa pelo meio…
Noite (já bem tarde!): Continuação dos… Ah! Esta parte é segredo!
Todo o dia e sempre sob pergunta da nossa mediadora Elisa Marques, deambulamos por alguns percursos propostos no primeiro olhar…
De manhã, o percurso 1: Duas Famílias estilísticas, que culminou, quanto a mim, não com a experimentação plástica da produção de um retrato mas com o meu retrato/foto[1] ao vosso 1º olhar, em todos os rostos, sobre esses retratos…
Após o almoço tivemos direito a um brinde: Tapetes, não os voadores mas dos que nos fazem voar, pois estes são Os Tapetes Que Contam Histórias:
Magníficos! Até o protagonismo das crianças que participaram nessa apresentação e que, posteriormente a sua actuação (enquanto a responsável fazia a sua comunicação e/ou respondia às nossas questões) continuaram, abstraídas da nossa presença, a imaginar e a fazer a sua História…
De tarde, o percurso 4: A Cor Digitalizavél… com a experimentação plástica de: uma composição plástica com cores e concluído com: a poesia e as artes plásticas.
Após um belíssimo e delicioso repasto de Pasta, onde a nossa MAE Albina.it teve que pôr la mano … (será que foi por tanto por a mão na “massa” durante a Expressão do dia?) visualizámos, e também dançamos, com os Bailinhos de Carnaval trazidos pelo nosso MAE Américo.pt de uma das nossas pérolas do atlântico.
Ouvimos mais uma actuação do “nosso” João (da Barroca) mas desta vez com as mãos sobre um teclado e rumamos para a nossa lapa… mas, perante a necessidade de recato para continuarmos a nossa missão de construir a MAEtertúlia, “torcendo”, para que os professores não viessem também… Mas vieram! … Ou seja o professor Amílcar veio! (valeu o esforço D. Liberdade!...).
Estamos todos em alvoroço. Ainda há tanto que preparar para a MAEtertúlia de amanhã… e só temos esta já tardia noite e madrugada. Bem! Conjugamos esforços e foi quase isto: “uauh!... Vamo-nos deitar MAEqueridos? Que as visitas querem ir embora…” (muito obrigada Liberdade!...) confesso que senti remorsos quando ouvi e vi a expressão do nosso MAEprofessor que quando de saída, olhando para trás, diz (mais ou menos isto) à nossa Liberdade : “eu, hoje… ainda ficava mais tempo…”
Pois é: tempo… é sempre o tempo! E por falta dele… lamentamos professor Amílcar, mas tinha que ser! …
ElsaMesquita
 
 
Quando sai de nós.

Quando sai de nós tudo ganha novos sentidos. Ou um sentido.
O resultado.... o resultado é outra pergunta. E pela pergunta é que vamos.
As propostas apresentadas pela Professora fizeram-me sempre encontrar sentidos. Ou perguntas.
A expressão plástica ganha uma forma que é exterior a nós. Ganha vida por aquilo que diz, ou tenta dizer. Muitas das vezes os sentidos são só nossos. Ou só tem sentido para nós.
Os canais são abertos, são criadas direcções que nos mostram caminhos de expressão. Senti isso. Habituado que estou a usar a expressão corporal, o processo e o produto plástico ganham um lado palpável e tridimensional que na sua simbologia e iconografia está ali. À nossa frente. É reflexo. Não é reflexo físico, mas reflexo do nosso entendimento com os impulsos, emoções, sentimentos.
A forma, a cor, a linha, o traço, o olhar.
Saber ver, saber vermo-nos, saber ver o outro. Saber que o instante que traduz um caminho de criação foi fixado. Está imutável. É registo que não se mexe. O que pode alterar é o modo como olhamos para ele.

Ricardo Cavadas
 
 
Café! Café! Café!
 
Um olho aberto, outro fechado a caminho da casa de banho, e na minha cabeça a bater em ritmo desenfreado: café! café! café! (Isto é como dizia a empregada da minha sogra: “É ca fé qu’a gente se salva”)
Só com um pequeno-almoço descansado, lento e bem regado, com o dito, é que as ideias começam a aclarar.
Descemos pela bela encosta direito à Barroca, com um misto de sonolência e de curiosidade…
Hoje vamos voltar à expressão plástica.
 
Mais um cafezinho, à entrada para a sessão da manhã…
 
“O primeiro olhar”, o primeiro olhar, também foi o meu. Nunca tinha visto as artes plásticas sobre este prisma de intervenção directa a nível, de aquisição de outras competências, e até como veículo regulador de comportamentos sociais.
Foi descoberta atrás de descoberta, sem dar pelo tempo a passar.
“Também sou artista, eu?”, vou pintar a pastel!!! Será? Será que vou fazer alguma coisa de jeito? Quem é que vou pintar? Já sei! O Júlio! Posso fazer corpo inteiro? Assim posso fazer um retrato sem ter que desenhar feições. Surpreendi-me…, surpreendi-me, mesmo, e gostei do que fiz.
E, o OLHAR, o meu olhar e os deMAES? Meio hipnotizados frente ao mural de pastel…, frente ao mural de carvão…
 
Bem espera-nos um bom bocado de trabalho ainda esta noite…, a MAE Tertúlia ainda está por concretizar…
 
O quê o Professor Amílcar, também vem connosco?!
Liberdade, Liberdade! Socorro, Liberdade!
 
Cá vamos nós então trabalhar no alinhamento, ao som dos copos e das chávenas…
 

Actividade
Recursos
Resp./Interv.
Tempo
Marcha Turca
Bombos de Lavacolhos, aparelhagem de som.
Fausto
1’ 10’’
Gueisha/Saltibanco
Texto
Filipa, Ricardo
?
Dramatização (Pai!)
Texto
Júlio, João P, Rosa
?
Gueisha/Saltibanco
Texto
Filipa, Ricardo
?
Canção “Gaspar”
Teclado, Boneco da Rosa
Cristina, Fausto, Ana F.
 
Gueisha/Saltibanco
Texto
Filipa, Ricardo
 
Poesia
Barcos em papel origami
Ana P., Lucy, e deMAES
 
Gueisha/Saltibanco
Texto
Filipa, Ricardo
 
Cânone “Un Chiodo”
Canção, teclado
Maria João, deMAES e população
 

 
Maria João Veloso
 
 
 
O acordar de hoje foi estranho…acho que não me apetece falar, talvez me apeteça… podem sempre falar comigo, que eu sorrio. Dói-me a cabeça e o corpo todo, será que estou a chocar alguma?
Comer, o que eu preciso é de comer e de um cafezinho no Central, e plástica. Acho que é hoje que vamos meter a mão na massa!!
(…)
Estou mesmo incomodada. Por vezes quando o corpo não está bem a mente tem pensamentos estranhos. Desde que chegámos sempre correu tudo bem, todos falamos com todos numa ânsia de nos conhecermos e de procurar o nosso lugar neste grupo. Hoje sinto-me deslocada, à parte…não sei porquê, parece que estou a ver-me de fora e toda a acção se desenrola e eu não sinto.
E o tempo passa!
O corpo melhora e a cabeça deixa-se de disparates. Aproveita, digo para mim, não vais voltar a viver esta experiência, deixa as introspecções para quando estiveres sozinha.
 
Quem vou desenhar? Hum…a Cristina tem um penteado apelativo…o Jorge dava uma boa caricatura e o Júlio também…a João, a Maria João tens uns olhos muito expressivos, é isso vamos lá ver se sai alguma coisa de jeito!...e que bem que soube, bolas, estive tanto tempo com os olhos que agora não tenho tempo de fazer o resto como deve de ser…
Ana Ambrósio
 
 
Nunca pensei que pudesse realmente gostar de algo que tivesse desenhado, mas o retrato da "Rosinha" (Tânia) deu-me tanto gozo a fazer! E que surpresa foi o "Primeiro Olhar"!
E à noite... o pânico: "O professor Amilcar vem? E como é que preparamos a apresentação?"  Sentia-me como se fizesse parte de uma camorra. Pobre professor... todos na cozinha a conspirar e ele na sala, sem saber de nada! Mas ele ia gostar da surpresa! E nós também! Mais uma vez, a Liberdade salvou o dia!
Ana Ferreira
Passámos pelas definições de Arte, por algumas teorias, chegámos à estética para depois continuar com a questão pedagógica e qual seria o modelo mais adaptado as escolas portuguesas.
O dia com os dedos sujos
O prazer de pintar com as mãos
Sempre um prazer renovado
Um momento em que a respiração se alia silenciosamente ao movimento
Ana da Palma
 
Ai mãe! Expressão Plástica outra vez!
Ontem foi a parte teórica (que amei), mas hoje a prof. já avisou que vamos "meter a mão na massa"...é hoje que fico já chumbada!
O Quê?? Desenhar um colega? Ahahaha. Que desgraça!
Olha, vou desenhar a chavala Ana F.! Hum... sabe bem... Uau! Até ficou giro!
Acho que fiz as pazes com a Expressão plástica! Parabéns prof. Elisa por ter conseguido o que eu achava o impossível!
À noite (depois de encher a barriguinha mais um bocadinho)...
Então mas os "adultos" vêm com a malta para a apousada? E a Tertúlia??
Cristina Fernandes
publicado por daceaomundo às 14:48
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 Primeiro Olhar...

 

 

“Primeiro Olhar” – Programa Integrado de Artes Visuais da Fundação Calouste Gulbenkian e Faculdade de Ciências e Tecnologia / Unidade de Investigação em Educação e Desenvolvimento.(UIED)
 
Este projecto teve início na Fundação Calouste Gulbenkian em 1999, sendo posteriormente transferido para a Faculdade de Ciências e Tecnologia. O objectivo deste programa é promover a literacia visual, através da educação do olhar e do ver contactando com obras de arte, desenvolvendo a sensibilidade estética e dialogando sobre a arte. Destina-se a públicos de todas as idades, permitindo a formação de grupos mistos, com indivíduos de diferentes faixas etárias. Embora seja claramente focado nas artes visuais, outro dos seus objectivos é o relacionamento destas com outras áreas do conhecimento.
 
É também incentivada a visita a museus, nomeadamente o Museu Gulbenkian e o Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão (onde se encontram as trinta e cinco obras presentes no programa), para que os grupos possam contactar directamente com as obras abordadas.
 
O programa “Primeiro Olhar” pretende alertar os educadores para a necessidade de um contacto contínuo com a educação artística, não devendo esta actividade ser menosprezada, limitada a datas “especiais”, ou a indivíduos específicos. Aí estão presentes quatro áreas de estudo: a filosofia da arte, a história da arte, a crítica da arte e a criação plástica. São tiradas conclusões através do método comparativo (comparando duas obras), estimulando o diálogo e, consequentemente, a expressão e a compreensão. Cabe ao professor fazer perguntas direcionadas, guiando o grupo a que se dirige de forma a obter as respostas desejadas (em vez de as dar ele mesmo). Deve, também, conhecer bem os conteúdos, estando preparado para responder a possíveis perguntas que possam surgir sobre os mesmos.
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"Todo retrato pintado compresivamente es un retrato del artista, no del modelo. El modelo es puramente el accidente, la ocasión."

Oscar Wilde

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Terça-feira, 7 de Abril de 2009

 

A música não me assusta. Quer dizer... Não me assusta tanto como tudo o resto. Estou tão cansada que acho que podia fazer uma operação sem anestesia...
E a manhã passou. O fantasma de todos os desenhos terríveis que sempre fiz pairava sobre cada passo que dava, cada minuto aproximava mais aquela aula que ia, com toda a certeza, mostrar a minha total falta de sentido estético. Mas a tarde passou também e, no fim, o medo quase tinha desaparecido. Parece que o importante não é pintar extremamente bem, é sentir! E sentir, meus amigos... isso sei eu fazer.
Ana Ferreira
 
Cada vez estou mais certa de que não percebo nada de música... Por mais que tente compor qualquer coisa no Finale não sai nada. Quer dizer... sair sai, mas...
Filipa Silva
 
07h30m:
Alvorada na Pousada da Mina! Acho que estamos todos cada vez mais em sintonia!
De manhã Expressão Musical…
Estou empenhada… não sei música mas consigo produzir sons… e com a ajuda dos professores consegui praticar algum do software cedido. Como exemplo: uma simulação do MAEcomboio a chegar à Barroca… realizado com o Audacity e uma garrafa de água… (envio-vos em anexo)
De tarde Expressão Plástica…
Ansiosa medito: PFV não me ensinem técnicas!... e de facto assim não foi:
Dirigida pela professora Elisa falou-se metodologias pedagógicas, programas, experiências internacionais: Texas, Boston…
Enfim a Arte… como forma de comunicação e de transmissão de saberes.
E, de vez em quando, perco-me… os meus pensamento voam e transporto-me à minha experiência pessoal… e tal como a arte como forma de indagar o Mundo, ou não… indago-me o porque de querem aniquilar tantos programas de formação dirigidos a uma população especial que têm como suporte a arte ou artes… porque? Porque standardizar?...
De noite…
Depois de ouvermos o “nosso” João, e já na Pousada… repetem-se as andanças!
Mas desta vez… Brainstorming! Pois estamos em contagem decrescente para a nossa performance em Lavacolhos… foi sublime! A forma como cada qual na sua área (e depois em todas…) todos se empenharam!
(PS: lamento mas esta parte os professores não puderam fruir… )
 Elsa Mesquita
 
 
Programas informáticos! Boa! Nunca os vou poder usar na escola porque não há computadores diponíveis, mas para preparar materiais...
Ai, ai, agora  Expressão Plástica....vai correr bem.
O 3º MAEdia...temos o espectáculo para preparar!!!! Eu não trouxe nada...e sinto-me tão cansada... não consigo aguentar a pedalada do resto da Maemalta. E agora?
Poncha? O.K! Bora lá João Pedro...tenho de provar? Ohhh, o meu repolho já vai nascer com o cabelo em pé!!!!
João, a poncha 'tá áspera! Oh meu Deus, ninguém está a perceber o que eu quero dizer com "áspera" ...mais mel, mais mel...este pessoal vai entrar todo em coma diabético...!
Mais uma provadela...boa! 'Tá boa!
João Pedro, sócio, que tal montarmos uma tasquinha?
Susana Janice
 
 
7 de Abril
Grande noitada, ontem…
Chuveiro, aqui vou eu!
Trânsito interrompido!!! Na fila para o banho…
D. Luísa já nos pôs o cafezinho na mesa, é uma querida…
Caminho para a Barroca com muitos óculos escuros…
Manhã de programação de música e de alguma preguiça…
O almoço é sempre uma animação!
Expressão Plástica…, estou curiosa…
 ::::::::::
Arte/Estética/Educação/Interactividade Intelectual
Não há certezas, há interrogações?????
EDUCAÇÃO – Tirar, extrair, mediar, dar conhecimento.
Pegar nos adquiridos – dar em troca
 
Conhecimento: senso comum, cumulativo, consciente.
Atenção/vontade/seleccionar informação.
 
Educar - não é só para o imediato (instruir). Projectar para o futuro. Não instruir para a normalidade. Vários sujeitos/contextos/dimensões éticas/estéticas/sociais.
Educar – tirar para fora, dar. Físico e intelectual.
“Ajudar o homem para aquilo que não o é” (João dos Santos)
NÃO DESISTIR DOS NOSSOS SONHOS
 
ARTE – Intenção/Forma de comunicação/Transmissão de saber/Transgressões – criar de novo. Processo que se pode aprender e se pode apreender desde muito cedo.
 
Criatividade – criar actividade.
                     Relação entre o que se conhece e depois se transforma.
 
Podemos não ser artistas, mas podemos ser melhores usufruidores de Arte.
A arte tem códigos, tem gramática.
 
ARTEConteúdos sistematizados do conhecimento
         - Interrelação/Estrutura/Narrativa/conteúdo
         - Pode aprender
         - Nem todos serão artistas/Direito a aprender
 
O que é que a escola tem feito pela arte:
                                         Educação:
- Tradicional – cópia, desenho geométrico
 
- Nova – centrada na criança – tábua rasa/criança/ausência de códigos
Pedagogia tradicional
           Ilustrar
Programas: não estão adequados e o próprio professor os muda.

           Falta: Formação de professores e investigação na área.

 

Projectos na área do conhecimento – ARTE:

 

DBAE – USA – Univ. do Texas

 Desde a infância estudam obras de arte segundo estas 4 disciplinas:

     História de arte

    .  Crítica 

    Produção Artística

    Estética

São estudadas temáticas das obras.  Contexto escolar – Museu – Programa

 

ARTS PROPEL – acentuação do processo articulado – Todas as áreas – A partir de retroacções em aprendizagens.

Interessa mais o processo que o final.
Literacia das imagens
 

TRIANGULAR – Ana Mãe Barbosa (Brasil)- idas aos museus

     .  Em contexto escolar e não escolar
     Produção plástica ou experimentação plástica
 
São três modelos integradores dos vários saberes artísticos, existe transversalidade cultural e de saberes
 
E o PRIMEIRO OLHAR…
 
E, a MAGIA DA EXPRESSÃO PLÁSTICA, em estreia Mundial, depois do jantar!
 
Pousada da Mina, espera-nos um longo serão de trabalho de preparação para a MAETertúlia… tantas ideias… em que ficamos afinal?... de certeza as histórias Mínimas…uma ou as duas?... de certeza a Marcha turca com os bombos, para interagir com o grupo de bombos local… de certeza o cânone?… e a canção do Gaspar? E a canção da Wiki...vamos cozinhando até amanhã, amanhã tem que ficar o esquema feito.
 
Que dia, é uma fruição constante de ideias…
É tão curioso, estar com tanta gente que não conhecia e trabalhar com tanta cumplicidade como se conhecesse de sempre. E o professor Amílcar, tão presente, tão interessado por todos, não tem a distância e a frieza dos professores que tive outrora.
Ainda bem, estamos todos descontraídos, em slowdown…
Não consigo adormecer…tanta coisa zumbe na minha cabeça… e a Paula ressona…
Maria João
 
 
Acordo bem disposta e cheia de vontade, afinal hoje é o dia da Expressão PLÁSTICA!! Espero meter as mãos na massa e aprender muitas coisas novas…eu quero sempre coisas novas, a repetição de técnicas e de temas pode-se tornar muito monótono. Falta só a manhã passar…não quero com isto desvalorizar a música (perdoem-me os professores), mas a ansiedade de algo que se quer muito, sobrepõe-se à consolidação da expressão musical.
Ainda estávamos nos inícios matinais, a experimentar todo um software, quando a D. Liberdade, com a sua simpatia habitual e do local cativo da carica (onde supostamente havia rede), me chama e diz:
- Ana, é a sua sogra ao telefone.
Oh, Meu Deus! O que aconteceu…quem se aleijou? Pensei eu com o coração a galopar na direcção do telemóvel…
Ufa, estão todos bem, mas existe uma complicação nos documentos da escritura e eu preciso de ir a um notário autenticar a minha assinatura e enviar um fax! Há tanto tempo à espera da marcação da escritura e teve logo que coincidir com o meu estágio.
Bem pormenores à parte, lá o Jorge me levou ao Fundão…que homem Santo (Jorge ainda te estou a dever um Wiskizinho). Passámos a manhã toda nestas andanças. Na minha crença de que tudo se resolve, tentámos dissolver esta contrariedade no serviço estatal…erro! Burocracia a mais, espera a mais, assinaturas a mais de pessoas que iam almoçar e não podiam perder cinco minutos…e lá fui eu desembolsar uma quantia generosa no particular…resolveram o problema em 15 minutos.
Mais 40 minutos de curvas e muitos cigarros fumados chegámos ao local do manjar…de onde estavam já todos a arrepiar caminho para a Casa da Barroca, onde eu ansiava por chegar…PLÁSTICA!
Finalmente chegámos…já começaram, ainda tenho uma mistura de frango e café a descer…
Bem acho que não perdi muito…não me sinto perdida uma vez que já conhecia este projecto através de uma formação informal, que me permitiu aplicar com uma turma todos estes saberes e brincadeiras.
Transcrevo aqui uma parte da fundamentação do projecto Primeiro Olhar que fizemos para a sua implementação no Agrupamento.
“O projecto PRIMEIRO OLHAR, foi concebido a pensar num percurso pedagógico que visa a liberdade criadora, a cooperação e a formação educativa do aluno.
As expressões têm sido, ao longo dos tempos, relegadas para segundo plano na formação das nossas crianças. Infelizmente esta é uma realidade que urge ser modificada, de modo a promover a criatividade no processo Ensino/Aprendizagem.
As artes devem ser objecto de interesse ao longo da vida escolar, com implicações futuras na vida adulta. Esta constatação, que parece ser óbvia, tem sido porem praticada com dificuldade.
Por outro deparamo-nos todos os dias com as limitações expressivas das nossas crianças, com o medo do não saber fazer, quando, numa primeira fase de expressão (desde a garatuja) esta capacidade é quase inata. Porquê? Entre muitas respostas possíveis estou convicta de que a principal causa são atitudes dos educadores, sejam pais ou docentes, que muitas vezes lhes cortam a criatividade, quando não entendem ou consideram incorrectas as suas representações.
Tem a pertinência de encoraja r as crianças a compreenderem as Artes Visuais, no fundo dominarem a Linguagem Pictórica, constitui um objectivo geral da educação, com implicações, incrementos de qualidade em outras áreas. Este projecto assenta numa abordagem lúdica das Artes Plásticas com uma componente teórica importante, de suporte.
O PRIMEIRO OLHAR pretende dar aos alunos os meios para que se tornem sensíveis à obra de arte, ou seja, torná-los aptos a observarem e compreenderem a linguagem artística. Desta forma, não se trata de “formar artistas”, mas sim, de incutir o gosto pela obra de arte, de educar a visão e, sobretudo, desenvolver a personalidade através de formas diversificadas e complementares, possíveis em actividades expressivas, criativas e sensibilizadoras.
Raramente as crianças são levadas a contactarem com obras de arte, a envolverem-se em diálogos sobre as qualidades formais – a composição, a expressão e o estilo. Este Clube / projecto alia o estudo de uma obra de arte com o contacto directo das obras estudadas,” in loco”.
De uma forma geral, os métodos utilizados fundamentam-se numa pedagogia activa, que incide no diálogo argumentativo e os conteúdos, as actividades e os objectivos são especificados através de um roteiro de sessão. As obras estudadas são na sua maioria, pertencentes aos espólios da Fundação Calouste Gulbenkian, facilitando às crianças, o acesso aos originais.
A educação pela arte, atende sobretudo à formação da personalidade, sendo a criatividade imprescindível no processo educativo. Por outro lado, surge cada vez mais a necessidade de proporcionar aos alunos experiências de ocupação dos tempos livres, que complementem as aprendizagens curriculares, tanto quanto possível, respondendo às suas competências curriculares e extracurriculares, sendo o Clube um elo de ligação entre o conhecimento artístico e os conteúdos leccionados nas disciplinas de E.V.T. e Educação Visual.”
Ana Ambrósio
 
 
O terceiro dia era, porventura o mais “temido” por mim. Confesso publicamente que sempre fui um zero à esquerda a Expressão Plástica (e sou esquerdino….). De manhã disse para mim mesmo:
- O que é que tu vais para lá fazer, no meio de tantos “artistas”, João?
Como não sou rapaz de desistir assim tão facilmente resolvi avançar!
O turno da manhã foi dedicado à continuação de análise de diferentes programas de edição e escrita musical. Tal como no dia anterior, alguns problema de incompatibilidade persistiram, o que dificultou o desenvolvimento do trabalho.
- Maldito Vista! Pensava eu constantemente.
Entre instalações e desinstalações, suspiros de desespero e gritos de ajuda, lá consegui, juntamente com o Maestro “Ricky” (Grande Ricardo), avançar até ao tema final.
Após mais um fantástico repasto, a Professora Elisa, como que, imbuída no verdadeiro espírito MAE, abriu as hostilidades com a sagrada pergunta: O Que é Arte? A sala foi imensamente pequena para tantos e convictos pensamentos…
O intenso roteiro que se seguiu fez emergir em mim o pensamento de quão errado tem estado o nosso sistema de ensino, principalmente a nível de programa curricular. Partilho do sentimento de Ana Mae Barbosa, ao afirmar que: “(…) A linguagem visual nos domina no mundo lá fora e não há nenhuma preocupação dentro da escola em preparar o aluno para ler essas imagens. O público quer conhecer; falta educação para a arte.(…)” (Arte como educação e cidadania, 2007).
João Pedro Borges
 
 
A primeira pintura.
Olhar nunca está preparado. Há sempre uma realidade à espera de ser descoberta. A um olhar acrescentamos outro olhar. A experiência estética alarga a nossa subjectividade.

Ricardo Cavadas
 
 
3º dia... vejamos... música de manhã e plástica à tarde!LOL! Hoje é que vai ser!
Depois de uma noite bastante interessante e de um acordar sempre animado lá fomos nós, o MAEgrupo para a Casa Grande da Barroca. Antes do trabalho, um cafezito no Café Central, senão não dá!
De manhã continuámos a trabalhar nos programas e à tarde iniciámos a plástica!
Que bela maneira de se começar: "o que é a arte"? E fomos avançando pela tarde, debatendo ideias, aprendendo com boas práticas, e fazendo alguns exercícios com resultados espectaculares!!
Hoje vamos ter que trabalhar a sério na tertúlia! Vai ser giro, nós funcionamos muito bem em grupo!
Jenny Sousa
 
Manhã
Instalámos os programas relacionados com música, músicas, e sons.
Foi um fervilhar de instalações sob os dedos de teclados frenéticos,
Foi um mundo a explorar.
Tarde
Senti algum receio...alguma intimidação...uma distância estranha.O primeiro olhar foi apresentado e não percebi muito bem as razões profundas da espécie de abandono em que foi deixado...porque razões não se encontra disponível/à venda...será que todas as escolas chegaram a adquirir exemplares? Enfim, parece haver muitas coisas em jogo ou então... será uma não-vontade política?...Não sei...
As perguntas, as interrogações, as questões foram surgindo...se desde sempre desejámos chegar ao saber, enfim pelo menos a uma parte do saber, se pela educação constrói-se o futuro, se sabemos os tipos de conhecimento que nos levam em direcção ao saber...por que razão parece que não nunca lá chegámos. Será que vamos lá chegando sem dar por isso? Será que o saber cresce tão depressa que não dispomos de tempo suficiente para alcançá-lo?
Fim do dia:
Projecção do filme « A Magia da Expressão Plástica »Um fio condutor pela voz do Narrador, como um fio de Adriana, indica um caminho de culturas partilhadas. O espaço onde se dá a arte revela ser um espaço integrador...O projecto de vida define o ser.
Ana da Palma
 
À noite....
Bem, aqui estou a comer tanto... Pelos vistos os enjoos passaram mesmo. Ehehehe. Mudar de ares e de vida só faz é bem! Claro que sempre com a minha "bengala" Petrolati amiga (se não fosse ela estar ali...).
Ai a tertúlia! Hoje é que vamos estruturar tudo... Quem me dera é estar a estruturar com a poncha!
Será que digo que trouxe a música do Gaspar? Se calhar vão achar uma parvoíce... Olha, cá vai!
E não é que gostaram? EEhh...estou toda orgulhosa! Afinal, esta música tem muito mais importância e significado na minha vida do que esta gente toda pode imaginar... Pelos vistos foi boa a minha escolha!
Agora tenho mesmo que ir dormir...já não aguento mais!!! Nem pareço eu... mas o bebé na minha barriga é que manda (será menino ou menina??)!
Cristina Fernandes

 

- A partir dos anos 80
 
 
  O meu 3 º Maedia

Apesar de nesse dia ter recebido ao fim da tarde uma má noticias que me fragilizou e desfez um pouco do meu coração. Agradeço aos colegas e professores à compaixão que sentiram ao meu respeito, senti uma barra de apoio em todos vós, (maecolegas e maeprofessores) que me possibilitou regressar para o 5ºMaedia. Existe e faz parte da vida, é impossível evitar esses momentos de tristeza quando alguém que nos é querido deixa o nosso mundo. Mas, não se elimina da nossa mente continuárá presente para sempre porque acredito que quando alguém deixa esse mundo deixa sempre algo aos outros e a sua presença continua nas almas. Todos os seres humanos deixam um rasto atràs de si.

Katy 

 

publicado por daceaomundo às 23:15
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Segunda-feira, 6 de Abril de 2009

 


"Onde há música não pode haver coisa má",

dizia Cervantes, na sua obra Dom Quixote

        

          Don Quixote - Salvador Dali - Museu de Barcelona

 

    Assim como acontece com os adultos, a música tem a capacidade de promover sensações e alterar o estado de espírito das crianças.

Ao nascer, e como diz o pedagogo musical Edwin Gordon[1] mesmo dentro da barriga da mãe, a criança entra logo num universo sonoro em que os sons nunca deixam de existir.
 Desde cedo as crianças devem receber estímulos sonoros, pois assim terão mais facilidade para desenvolver sua inteligência musical. A criança que aprende música ou toca algum instrumento geralmente demonstra maior concentração, perseverança, criatividade e percepção auditiva. A música também se mostra importante no desenvolvimento da inteligência emocional, além de ajudar na exteriorização de sentimentos (Gordon, 2000)[2].
Não é necessário ter conhecimento da escrita musical para proporcionar às crianças meios e motivações para desenvolver o seu sentido musical e para que possam satisfazer, neste domínio, as suas necessidades de expressão e de criação.
É apenas necessário que se goste de música e que se possua alguns conhecimentos pedagógicos. Qualquer pessoa, ainda que variando a maneira e a intensidade, é, ao mesmo tempo, um artista e um apreciador de música. Como artista, é o executor que combina a perícia com sensibilidade às qualidades das escolhas musicais. Tanto a execução como o resultado lhe trazem satisfação. E com base na satisfação própria e na que poderá fazer com que os outros a sintam que se insere a animação musical.
Seja o educador/animador artista ou apreciador, o motivo que o impele é o mesmo: procurar experiências que sejam interessantes, variadas, expressivas e satisfatórias. Assim a música não está ligada a alguma coisa remota, a algo que tenha de ser ouvido apenas em espaços próprios como salas de concerto. A música contribui para o divertimento e satisfação quer em casa, quer na escola ou mesmo na comunidade.
A expressão musical deve proporcionar, às/aos intervenientes e compartilhar com elas/eles, uma série de agradáveis experiências musicais. Não interessa se a criança sabe música ou a toca qualquer instrumento, interessa que ela consiga exprimir-se e criar, utilizando a música e instrumentos do modo que melhor estes a possam satisfazer. Os pesquisadores da Música e os especialistas no desenvolvimento da criança chegaram à conclusão de que o divertimento pela Música, é mais importante do que a imposição de técnicas na primeira infância (Christianson)[3]. Tanto a crianças como a adultos deverá ser proporcionado o prazer pela Música.
 
 
[1]Gordon, Edwin,Teoria da Aprendizagem Musical em Recém – nascidos e Idade Pré – escolar, Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, 2000, ISBN 972-31-0876-3
[2]Idem.
[3] Christianson, Helen  The Child's Treasury, Col. "O Mundo da Criança", Editora Delta, Rio de Janeiro.

 

 

Não tenho muita aptidão para estimativas, mas creio que há mais de cinquenta mil anos os nossos antepassados começaram a exprimir vagas ideias artísticas. Emitir sons musicais com os músculos da laringe, produzir ritmos com os braços ou com as pernas, e, sobretudo, entrever que a voz e o gesto se podem unir na música, ultrapassava as capacidades dos primeiros homens e mulheres. O homo sapiens começa a inventar a música, provavelmente ao mesmo tempo que a linguagem. Como? Porquê? Não se sabe ao certo. Na relação do homem com a natureza? Comunicação? Na organização da vida social? O certo é que foram descobertos instrumentos musicais e escritas de cerca de 3500 a.C., já testemunhos de uma civilização evoluída e em que a música  teria uma longa história. (centramo-nos em regiões como a Mesopotâmia, zona do Nilo, do Indo, do rio Amarelo, etc). As regiões da Europa terão descoberto a música mais tarde; é na Grécia que a música se faz, não só para as necessidades da religião, da magia, da guerra, mas também para o próprio prazer pessoal e dos outros, os ouvintes, o público: isto é novidade. Todos os filósofos da Grécia antiga falaram de música; “ Não se pode mudar nada, nos modos da música, sem ameaçar a estabilidade do Estado”, escrevia Platão. Até os sofistas, infatigáveis questionadores, nos deixaram um sentido musical muito rico, com escalas, modos, ritmos, instrumentos, etc. Dos romanos, nunca se falou como grandes músicos, dada a sua concepção de utilidade da música e da utilização dos instrumentos. Com a expansão do cristianismo, a música tende a cingir-se mais ao clero e à liturgia que tem um momento de unificação com o papa Gregório. Obviamente que ao longo dos tempos a música passará por diferentes concepções e aportamentos, relacionados com as épocas históricas e outras artes, desde a polifonia, com a evolução da notação, à Ars nova, ao movimento trovadoresco, renascimento, aparecimento da ópera, barroco, classicismo, romantismo, impressionismo, expressionismo, modernismo, vanguardismo. Recomendo-vos o link:

http://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica_cl%C3%A1ssica

Tem ouvido? Muitas pessoas afirmam, lastimosamente que não têm ouvido. São surdos esses “infelizes”? De maneira nenhuma. A maior parte não tem vontade de ouvir, os outros estão simplesmente desatentos. Consomem a música sem lhe prestar a “devida” atenção e julgam não ser capazes de apreender a realidade musical como se se tratasse de um defeito congénito. Na realidade o ouvido é extraordinariamente sensível, mas não nos damos suficientemente conta disso. Comummente respeita-se menos o ouvido do que a vista porque ele é mais passivo e não laborioso. Supõe-se também que há qualquer coisa de difícil por detrás das notas, e que esta compreensão (este “entendimento”) exige o conhecimento da “linguagem” musical, da mesma maneira que a compreensão de uma língua pressupõe o conhecimento das suas regras e do seu vocabulário. É um grave erro: a música não é uma linguagem cujos signos (os sons) possam ser esquecidos quando se compreendeu a significação. O que a música “exprime”, eventualmente, não é exterior aos sons. A sua “mensagem” não é intelectual, mas estética e “sentimental”: ela reside nas notas, no seu conjunto e na sua sucessão. Toda a gente a pode captar, com maior ou menor esforço de atenção, de hábito e até de curiosidade.

A antropologia e a etnomusicologia atestam a presença universal da música em todas as épocas e culturas. Os campos da psicologia e da pedagogia têm descoberto que crianças de tenra idade exibem comportamentos musicais nas suas brincadeiras e comunicações; até no útero da mãe, a partir do sexto mês, as crianças evidenciam comportamentos de atenção e reacção aos sons. De um modo geral, o hemisfério cerebral esquerdo liga-se à linguagem e o direito à música (claro que de uma forma muito lata).
Conforme já sintetizado nos documentos disponibilizados na plataforma, independentemente de questões de física e mais técnicas, o som tem diferentes qualidades. Em relação à natureza do som (relacionado com a fonte sonora que o produz), referimo-nos ao timbre; ainda que de forma imprecisa e pouco científica, quando nos referimos se o som é forte, fraco, etc, estamos a reportar-nos à intensidade; o som, sendo efeito de uma vibração, tem a sua altura proporcional à frequência (portanto à rapidez) dessas vibrações (quanto mais elevada é a frequência tanto mais agudo será o som).
Quanto às fontes sonoras, e independentemente até de denominações ou categorizações, creio importante sintetizar dentro dos cânones tradicionais, os instrumentos da orquestra (base) e respectivas famílias. Instrumentos de sopro de madeira: flauta, oboé, clarinete e fagote. Instrumentos de sopro de metal: trompa, trompete, trombone, tuba. Instrumentos de percussão de som determinado: xilofone, vibrafone, “sinos”, etc; de som indeterminado: bombo, caixa de rufo, pratos, triângulo, etc. Instrumentos de corda: harpa, violino, viola, violoncelo, contrabaixo. Se bem que isto se trate de um resumo, obviamente com determinadas possibilidades de variações, convido-vos à experimentação através do link: http://musicacvg.no.sapo.pt/

Quanto à educação pela música, o seu objecto é a formação como ser, como pessoa, o desenvolvimento equilibrado da sua personalidade. Não é necessário o professor ter conhecimentos musicais para poder proporcionar à criança meios e motivações para desenvolver o seu sentido musical e as suas necessidades de expressão e criação. Não se pode reduzir a expressão musical aos instrumentos especificamente musicais. Há que projectá-la ao simples canto de um pássaro, às ondas do mar, ao vento, ao falar, rir, bater palmas, etc, numa lógica de expressão autónoma e criatividade. Não interessa o ensino do saber, mas a formação do ser, através da satisfação de necessidades, instintivas, emocionais ou sentimentais e o desenvolvimento de capacidades de percepção, atenção, memória, cognição ou criação. Dalcroze, Willems, Orff, Shafer e outros pedagogos da música, desenvolveram metodologias com este propósito: não o de ensinar música, mas o de viver musicalmente a música. Claro que hoje em dia, com a universalidade da informação através da Internet, julgo que facilmente se tem acesso a actividades que promovam tudo o que referi anteriormente, complementadas com pequenas aplicações e programas informáticos como os facultados pelo professor Firmino. Deixo-vos no entanto alguns links que poderão complementar a nossa prática:

http://pwp.net.ipl.pt/eselx/marior/jogos/index.html
 

http://www.brincar.pt/jogos/jogos-de-criancas/fazer_a_musica_notas_musicais.html

 

http://www.coolkids.guarda.pt/content/jogos-musicais

 

http://dre.madeira-edu.pt/gcea/index.php?option=com_content&task=view&id=570&Itemid=248&lang=pt

 

 

 

publicado por daceaomundo às 22:54
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“É preciso toda uma aldeia para educar uma criança”
 
Já são horas?...não ainda são 6 da manhã...mas como é que já acordei se m deitei tarde?!
Oh...deve ser da ansiedade para começar! Música, que pesadelo ...eu não percebo nada de música. Bem, não devo ser a única...vira-te para o outro lado.
7h- finalmente...banho, oh não esqueci-me de trazer chinelos, boa!...ai como é que desço daqui??
Que bom, o pessoal até acorda bem disposto!
É óptimo tomar o pequeno almoço com tanta gente...está tudo tão entusiasmado...brr o café é horrivel, preciso de 1café a sério...s não não funciono...
Ana Ambrósio
 
Depois de uma noite em que se estranha tudo: a almofada, o colchão, a WC, os horários, ... é muito bom vislumbrar todo este esplendor assim que saímos "porta fora"...
Filipa Silva
 

 

7.20, toca o despertador da Filipa…
Saltamos as duas da cama e vamos até ao nosso duche matinal…
Ainda hoje não consigo perceber como é que tantas mulheres com apenas uma casa de banho e quatro duches se conseguiram organizar tão bem…
Eu, pelo menos, consegui tomar sempre descansadinha, o meu banhinho matinal!! Excepto uma determinada manhã… em que … valeu-nos o Júlio!
Gozando a água quente (enquanto durava) pensava: música! Oh meu Deus, tá bonito! Será cantar ou tocar instrumentos? E com o meu jeitinho, qual será pior? Bem, penso que não estou sozinha nesta  falta de jeito! Vale-me ao menos isso!
E enquanto caminhava para o pequeno-almoço pensava: Música… vamos lá então ver no que vai dar!
Jenny Sousa
 
Ah! Até acordei bem, sem precisar de "+ 5 minutos..."!
Vamos à banhoca!!! Que bom...não trouxe chinelos para a água! Paciência...
Hummmmmm água quente, e esfrega ...ó!...ó!...ó!...água fria!!!!! Não, não, o que é que se passa??????
Quando estão os 4 chuveiros a funcionar, há sempre alguém que fica a "medir a temperatura da água"! No 1º dia fiz o meu turno.
Boa!!! Esqueci-me da pasta de dentes....fica mesmo bem, andar a "cravar" pasta de dentes ao pessoal! Ai Susana!
Pequeno-almoço! Ai que fome!!!! Parece que aqui tenho mais fome do que é normal! Tanta gente!!!!
Mas hoje vai ser porreiro! É música! 'Tá-se bem! Vamos nessa....?
Susana Abrantes
 
(manhã cedo, antes de ir para a Barroca)
Música... Não podiam ter começado com a Expressão Plástica? O dia da integração e ainda por cima com música, logo aquela área em que estou francamente em desvantagem. Tenho voz de cana rachada, não toco nenhum instrumento, nem sequer sei afinar... Isto está bonito... E ainda por cima a começar. Ainda bem que não sou a única! Como diz a Jenny: é o que nos vale!
(já na Barroca, durante o intervalo da manhã)
Afinal isto não está a ser assim tão mau como pensava. Estes programas até que são interessantes! Posso mesmo integrá-los nas minhas áreas... aquele dos sons da natureza vai dar-me um imenso jeito no teatro... e o que transforma os sons em cores e formas aleatórias? É um excelente ponto de partida para uma actividade nas formações.
E o "pessoal" é muito divertido, têm imenso sentido de humor... Engraçado como foi praticamente ontem que contactámos pessoalmente pela primeira vez uns com os outros e parece que já nos conhecemos há muito tempo. Isso é bom...
(ao fim do dia, antes do jantar)
Sem palavras... Mais uma semana e éramos um coro profissional! Quem diria que isto iria ser assim?
Filipa Silva
 
Hoje o meu acordar foi diferente! A noite tinha sido longa, tão longa como a minha vontade de viver fisicamente esta aventura começada em Janeiro...Se dúvidas houvesse estas rapidamente desapareceram, este é o meu mundo, esta é a minha gente!
Ora bem, depois de adormecer ao som de uma verdadeira sinfonia tribal (da qual fui também solista) dei por mim a despertar na toca dos 06 MAEcompadres. O gelo ( se alguma vez existiu) já derreteu à muito tempo, dando lugar a uma cumplicidade que nos domina a cada segundo que passa: Riky - o Bardo; Alex - o Filneastra; Fausto - o nosso Cid; Jorge - Ú Verdadeiro; Júlio - O Vasco Granja e, finalmente, no quarto ao lado o Amigo Américo - O grande coração.
Entro na sala para o pequeno-almoço ainda meio a dormir. Uns entram, outros saem, cada um tentando encontrar o seu ritmo para encarar o primeiro dia de actividades. E avança a romaria para a Barroca...
Cafezinho no café Central e avançamos com o Prof. Firmino  (sempre com o seu sorriso que enche a cara toda).
Quem esperava uma aula típica de música enganou-se. Diverso software educativo foi apresentado, instalado, desinstalado, testado e, sem mesmo nos apercebermos, começavam a aparecer as primeiras criações da semana.
Após um bom repasto a magia foi outra. Quem poderá afirmar que não sabe cantar? As melodiosas vozes ecoaram pelos diferentes espaços da Casa Grande numa harmonia que simbiótica, firmando o compromisso que não somos muitos mas um só!
João Pedro Borges
 
Hoje em dia está comprovado que a capacidade de compreender, sentir e expressar a música existe em todas as pessoas.
Embora tivessem existido alguns receios por parte dos meus queridos(as) Maecolegas, neste  2º dia de estágio ficou comprovado que todos nós nos expressámos de uma forma viva e expressiva no simulacro de um "coro profissional".
É isso que a música faz : ela desperta e desenvolve faculdades humanas. O som, o ritmo e a melodia fizeram sentido!
Em nome da própria Música, com o poder que ela detém, os professores apresentaram alguns recursos, sensibilidade e conhecimento, e através de critérios colocados à nossa disposição, foi-nos dado material que poderemos utilizar e adequar à nossa prática.
Penso que este dia foi, acima de tudo, a fruição de "espaços" sonoros, continuados em todo este estágio: com os bombos, com o coro tão bem dirigido pela nossa maestrina, Maria João, com as músicas do Fausto e cantares dos Maes, com as ladainhas da Barroca, com as rezas da procissão dos penitentes em Lavacolhos... enfim com todos os sons, ritmos e melodias que entoámos ao longo desta semana.
Rosa Montez
 
BARROCA
N 40º 06' 26.82''
W 7º 43' 3''
CASA GRANDE DA BARROCA - HUMMMM!
Sofia Cardoso Moniz
 

Segunda 6 de Abril

Educa-se o ouvido como se educam as papilas gustativas...ouço o melro da paisagem sonora da Barroca ecoando o do Imaginário...som sobre som... e procuro o traço exacto que se ajusta ao som ou será o contrário...

Barrio plateado por la luna
Rumores de milonga
Es toda mi fortuna
Mergulho numa metalinguagem muito afastada das aulas de solfejo do Conservatório do 7º (arrondissement) que virá a chamar-se Conservatoire Erik Satie
E será... « Je m’appelle Erik Satie comme tout le monde.» mas na verdade « Plus on est de musiciens, plus on est de fous
Procuro o osciloscópio exacto para orquestrar melodias virtuais para uma música das esferas e encontro-te com as palavras de outro
« And certain stars shot madly from their spheres»
E as vozes murmuram no motor da minha voz trémula e tímida
Vienne la nuit sonne l’heure
les jours s'en vont je demeure
Entre a conversão de texto para midi …os 127 canais convergem ...os controladores agitam-se e gotas de cantos espalham-se
Ay!
Guardo una Ay!
Guardo una. Ay!
Guardo una pena en mi pecho
Guardo una pena en mi pecho
Ay!
Que a nadie se la diré!

Malhaya el amor, malhaya
Malhaya el amor, malhaya
Ay!
Y quien me lo dió a entender!
Ay!
Uma única clave faz uma ligeira reverência a Gardel, Satie, Shakespeare, Apollinaire e Manuel de Falla...
Release
Ana da Palma
 
Ui! Dormi tão bem!
Bem, agora vamos à aventura do banho...deve já lá estar uma fila enorme...
Até se tomou bem o banho. Como é que é possível tanta gente para tão poucos duches e não haver confusão...
Agora quero é comer!!!  Ainda por cima a companhia é um espectáculo! Esta malta é mesmo positiva...parece que nos conhecemos há anos...faz-de-conta que é um reencontro de amigos...
Ora, hoje é Música...hum...será que vamos cantar? Espero que sim! Como nas músicas do Gaspar: "Cantar, dançar e encantar são as leis deste reino, quem quiser aqui entrar, terá que comprovar!" Ehehehe
UAU!! Que vista maravilhosa! Nunca pensei! Vou já ligar aos meus homens!
(já na Barroca)
EEhhh sempre vamos cantar!
E que bem que cantámos! É só artistas à minha volta...que bom!
Começámos (as aulas) com o pé direito. Isto promete...
Cada vez gosto mais desta gente (sejam eles profs ou colegas ou, claro, a nossa querida Liberdade!)!!
Cristina Fernandes
 
“Ainda bem que começa com a música…”
Sinto muita ansiedade ao meu redor.
É por ser Música?
É por ser a primeira abordagem pedagógica?
É por ser a primeira vez que estamos todos juntos?
Expectativa, minha. Rói-me como um bichinho invisível, persistente que teima em não me deixar em paz!
Levantar-me foi fácil… Despachar-me, também… (Isto de ter andado nos escuteiros é bom para não nos atrapalharmos, quando tanta gente tem que usar a mesma casa de banho…).
 Pequeno almoço… Falta o CAFÉ!!!!!
 (Bom, trato disso à hora do almoço.)
 Casa da Barroca, cá vamos nós!
 Tantos programas!!!
Bem, alguns já conhecia…
Nada mal, o Prof. Firmino…
Vamos cantar?
Então, e o resto?
É só isto?
 Expectativas de quê? Não sei... Mas, estava, talvez…, à espera de ser surpreendida. De algo “diferente”…
Boas práticas… outras que eu desconhecesse…
Esperava qualquer coisa em “triangulação”… dicas para juntar a música às outras expressões artísticas, sei lá!
Se calhar as minhas expectativas estavam muito altas…
Mas @s colegas…, parece-me que os conheço de longa data… É tão estranho e agradável ao mesmo tempo…
 Vou dormir com o conforto emocional de saber que estou entre AMIG@S!
“ Não se acende hoje a luz... Todo o luar
 Fique lá fora. Bem aparecidas
 As estrelas miudinhas, dando no ar
 As voltas dum cordão de margaridas!
(...)” _ Florbela Espanca
Maria João Veloso
 

Deitada no meu beliche, a ouvir o burburinho da manhã, não conseguia deixar de pensar naquilo que estaria para vir. "Música... Ao menos começa com música! Só espero que não me ponham a ler pautas, senão estou desgraçada! Giro, giro era pedirem-me para tocar violino... ficavam surdos o resto do dia! Ahaharuborizado Bem... se me pedirem para cantar também não ficam muito melhor...olho preto " De repente, a pouca confiança que tinha começou a tremer. Mas depois lembrei-me do dia anterior, do convívio, da partilha e soube que estavam todos tão nervosos como eu.

Chegados à Barroca, a boa disposição do professor Joaquim Firmino envolveu-nos a todos. Os programas de que falava davam-me imensas ideias e não podia esperar para experimentar tudo (mal eu sabia que o Windows Vista me ia pregar uma partida)!

E o momento que temia chegou... O professor Dionísio Vila Maior bem me pedia que atingisse as notas mais altas, mas... daqui não ia sair nada. Mas... depois de uns ensaios no pátio da casa grande... Não é que até saiu? E que bem soou! MAE coro da Barroca!

Oh mae-e-e mae-e-ooo!

wiki! wiki! wiki!

Ana Ferreira

 

 

 - Olá, bom dia!...
Acordo bem disposta, como quase sempre, e feliz…
estou no Portugal profundo e nas Profundezas de um Sonho que queria há muito realizar…
Espero não ter incomodado as minhas companheiras com as “conversas” durante o sono… A Rosa: Fantástica! parece que já a conhecia à muuuito... a Ana Ambrósia: a nossa alpinista que ontem não conseguia subir os degraus da cama eh! eh!; a Rosangela: com um sorriso “ao vivo” ainda mais bonito do que o da foto da plataforma… A Katy: com quem tinha tido o prazer de fazer a viagem de regresso no dia 14 de Fev. ... A Bela e a Sandra: as MAE’s que, um dia, após o termino de um trabalho para a AMB225 abriram a "sala de baile" no VirtualCaffe e, então, só me apetecia saltar para a plataforma e ir dançar também… e o que eu não sabia é que a grande maratona que fizemos na noite/madrugada anterior se iria repetir por todas as noites.
E os outros MAE’s? … A pousada está alvoroçada… não parece nada com a que encontrei ontem à tarde: Os MAE’s, agora não virtuais, estão agitados: - Como foi a noite? … e ontem ficaram na conversa até muito tarde? … e a cama, estranhas-te?... A casa de banho está lotada!...
Ainda bem que as viagens, (principalmente as JMJ) me ensinaram algumas coisas: piscarevitar horas de ponta! Assim, tomei banho de madrugada… hábito este que reparo não ser a única a adoptar e ao qual, prontamente, outras MAEcolegas começam a aderir durante a semana…
Já pronta saio para a “nossa” varanda e respiro fundo… sorrisoLindo!
Conheço a D. Juliana que nos dará, ligeira mas pacientemente, o pequeno-almoço todos os dias… e saiu novamente… Magnifico!
…ou melhor: saímos todos P´ra Barroca!
Durante a viagem penso: Música
Música, eu nasci p’ra Musica… (isso queria eu… com esta vozinha!)
Bem! Não sei nada sobre, mas quero aprender…
E aprendi e apreendi…
Com o empenho e entusiasmo dos professores Firmino e Dionísio:
Sobre software educativo. Alguns não me eram desconhecidos… mas nunca os tinha utilizado por receio de fazer disparate. Outros eram completa novidade e bastante interessantes não só para utilizar em pequenas animações, como para praticar com os meus formandos.
Quanto ao cantar… ai! E agora? E se eu fizer Play-Back?... já é tarde para fugir... Não tenho hipótese! já começara as audições!
…soprano? Eu?... deve ser boa vontade do prof.! Olho para a Maria João e recorro: língua de forahelp!...
Afinal até fizemos um belo MAEcoro… Parabéns a todos!
 
E a nossa MAEmúsica continuou pela noite, na Barroca… e pela madrugada, no Cabeço do Pião, onde teve também a companhia da MAEdança
ElsaMesquita

 

Ladainha - Barroca do Zêzere

 

  

 

Bombos - Barroca do Zezêre

 

 

 

 

 

O 2º dia começou cedo. O meu telemóvel acordou-me com a música que o meu filho mais velho já me tinha escolhido para eu acordar à algum tempo e isso fez-me pensar na família por breves instantes.

Como tenho por hábito ouço um pouco da música e levanto-me logo. Desta vez desliguei com receio de incomodar alguém, levantei-me com a ideia de tomar banho o mais rápido possível, pois gosto de ir acordando sem grandes setresses. Quando cheguei à casa de banho estava a Pipa, Jeny e outra a tomar banho e muito mal pois diziam todas ao mesmo tempo que quando umas ligavam a água ficavam outras sem poder tomar banho em condições. Nunca mais tomei banho de manhã e nunca mais me deitei a horas decentes. Passei a ficar acordada até todos estarem já na cama de modo a tomar banho em paz, a mim juntaram-se Elsa e Sandra, e algumas vezes a Ana da Palma.

Fui para a nossa sala para tomar o pequeno-almoço, ainda estavam muito poucos e tomei mais confiança com a D. Luisa , que a partir desse dia era quase a primeira pessoa que eu via e conversava. Faço questão de salientar o quanto foi sempre simpática para mim e preocupada, tirava-me sempre café mais forte para pôr no meu leite, perguntava sempre se eu precisava de alguma coisa, sempre com um sorriso e uma palavra agradável. Bem-haja.

Depois, estava muito curiosa com a Expressão musical… que nos irão pôr a fazer? Sempre achei que os miúdos de hoje têm tanta sorte de ter nas escolas acesso a tudo e sempre tive muita pena de não saber musica, mas… não sei mesmo nada e até cantar só em casa com os miúdos (correndo o risco de lhes causar algum trauma), pois foi coisa que eles sempre gostaram. Ainda hoje, com a diferença que eles sabem.

Depois da primeira parte às voltas com os computadores, Software, programas e outras coisas com, o sempre sorridente, Professor Firmino, segue-se o momento único em que alguém nos demonstra que realmente este grupo funciona mesmo como se já o fizéssemos há muito tempo. Fizemos um coro formidável, e isso ainda nos aproximou e envolveu mais. È fantástico o que todo o tipo de arte pode fazer de nós.

         Depois foi o absorver de tudo, com os 5 sentidos todos à flor da pele, os cheiros, as paisagens, o espaço, o Zêzere, os sons, as pessoas, o almoço, o jantar na Casa Grande da Barroca, as ladainhas à noite pelas ruas tudo. Foi o primeiro contacto tudo vivências que não se irão apagar.

         À noite houve bailarico comes e bebes numa saudável partilha dos diferentes sabores das terras de cada um com todo o grupo Mae, ou melhor com toda a Maefamilia. Não se partilhou só sabores mas alegrias e saberes numa grande alegria como só a “trupe” sabe fazer.

Das últimas a deitar e só depois do banhinho reconfortante a satisfação era maior que o cansaço e nem me lembro de adormecer.

Um grande Maebeijinho

Bela

 

 


Estás acordada Bela? Tomar banho a esta hora nunca mais!… Manhã fria!!! Saudades daqueles que nunca querem acordar, que nunca têm frio e que sempre me fogem antes que os consiga prender nas cadeiras do carro. Muita falta me fazem aqueles dois… A ausência de rede tem o seu lado positivo, não estou para ninguém! MAE a 100%. Expressão musical, boa! Programas interessantes, mesmo para quem anda um pouco perdido neste mundo dos sons. O prof. Firmino é o máximo, contagia todos com a sua boa disposição. O maegrupo ganha contornos que nunca se apagarão. Estranho para tão pouco tempo… Passeio pela Barroca para o almoço. Cada vez mais maegrupo. Voltamos para a surpresa do dia: cantar! Num coro!!! Experiência única… depois de divididos por características vocais, ensaiamos e só depois em coro, nunca pensei que em tão curto espaço de tempo fosse possível organizar-nos para cantar… O prof. Vila Maior já tem o seu Mozart2. À hora do jantar já somos companheiros de sempre. Jantar animado e vamos para casa. Na nossa casa, hoje temos convidados. Vieram para tertuliar… Ficavam lá, na casa grande, sozinhos, não pode ser… Aqui é que estão bem! Antes da caminha, banho!!! Eheheh! Até aMaenhã
Sandra

 

 

bem já estámos na Pousada, hum... sinto me estranha mas bem no meio destes colegas que nem conheço.. Só sei que me sinto bem.. Eles são todos tão especiais...

Bem o pequeno almoço está óptimo..

Chegou a hora de irmos pa camioneta, temos Expressão Musical hoje, pensei logo que vai ser bom apreciar a música e estudar conceitos relacionados.

De manhã "os programas para o Pc", usufruir desses conhecimentos foi uma mais valia, sobretudo estes programas que fazem quase tudo e que me permitiram criar e fazer música, eu que nem sei tocar nenhum instrumento.

De Tarde,

Olha o professor pós nos a cantar, mas eu não sei cantar..Risos.. só sei Dançar... vá.. mas vamos tentar...que experiência fabulosa.
Grande Melodia esta conjuncção de vozes dos Maecolegas...

Quando cantava não pensava em mais nada, sentia a melodia a sair dentro de mim e ouvia-a saindo da voz dos meus colegas, era como se fosse uma energia saudável que viajava na sala e pelos corpos da Maeequipa.
nem sei explicar este OoOOooohhhh!!! era Arte invisível que viajava na sala.

De Noite,
Os cantares, este grupo de Homens que relembram as tradições do passado.  Apreciei sem dizer nada este espectáculo. O que acho relevante nesta forma de reviver o passado é como este grupo de pessoas revivem e adoptam estes comportamentos para não perder as suas tradições.
Penso que a simples presença do Maegrupo a assistir a esta tradição foi uma vivência e experiência diferente dos anos anteriores e foi algo que contribuí para a revivência dessa tradição com um público diferente.

Antes de me deitar nos beliches da pousada já pensava no que iria ser o dia de amanhã, se iria ser também mais um dia especial como foi este.
Katy

 



The day after
todas as chegadas são sempre emocionantes. A ressaca da chegada. O primeiro contacto. Os olhares e a expectativa. O querer conhecer todos o mais rápido possível. As diferenças entre o virtual e o real. O querer absorver como se o corpo fosse todo ele uma esponja. Há uma sintonia no ar. Não sei bem o quê. Devem ter as mesmas ansiedades que eu.
O caminho para cá foi feito com tranquilidade. Excepto quando percebi que ainda faltam 40 kms para chegar do Fundão à Barroca. "Ó diabo! E já são 17h30! Já não chego a tempo...." Fica a esperança de gostarem das castanhas de ovos. Sim, porque o Licor Beirão ficou em casa.
A paisagem nova que encontrei na janela não foi novidade. Há memórias em mim destas texturas, destas cores, deste cheiro a calma.

Acordei antes do previsto. Como é óbvio. Vou sentindo o acordar dos camaradas. Os pequenos movimentos após a primeira noite. Os homens são sempre engraçados a acordar. Os seus rituais. É bom ver que todos acordam, apesar de tudo, bem dispostos. Fausto, Alex, Jõao, Júlio e Jorge.

A música
ritmo; tom; timbre; pauta; escala; divertimento; lúdico; disciplina; meio; difícil; coro; sintonia; uma voz; baixo; harmonia.
Nunca pensei em cantar!!! Foi bom. Queria mais.
Ricardo

 

 

 

publicado por daceaomundo às 15:50
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