Domingo, 12 de Abril de 2009

- O maldito bilhete! Onde é que está o bilhete? Devia ter avisado que não me podem dar papéis para a mão.  Guardo tão bem que nunca sei onde está!
- Ai, Ai, vem aí o revisor. Entorno a carteira na mesa do comboio. Há de tudo. Lapiseira, papeis vários, porta-moedas, telemóvel, batom, elásticos para o cabelo… (o verdadeiro diário de bordo tem de ter os bilhetes de tudo, não é) Eu tenho!  Logo eu. Que ironia.
SofiaCMoniz
 
 
O Último dia desta maravilhosa jornada amanhece, um sentimento de melancolia já começa envolver a todos…mas por baixo desse véu, uma alegria e ansiedade contida. Que bom é regressar para perto de quem queremos bem, para o nosso espaço, para o nosso lar…Ui! Tantas lambidelas que eu vou levar do meu amor de 4 patas!
Ana Ambrósio
 
 
"Hora"
(...)
Sinto que hoje novamente embarco
Para as grandes aventuras,
Passam no ar palavras obscuras
E o meu desejo canta -por isso marco
Nos meus sentidos a imagem desta hora.
(...)
Sophia de Mello Breyner Andresen
Às vezes precisamos das palavras do outro para dizer o que sentimosMarco nos meus sentidos todas as horas que passei no MAEestágio.A aventura da vida tem agora outros rostos, outros olhares, outros saberes, outros afectos, outros significados.
Até breve,
Rosa Montez
 
 
Só tenho uma palavra para designar aquilo que começo a sentir quando percebo que estamos quase no fim: VAZIO.
Filipa
 
 
"Não vou chorar. Não vou chorar. Não vou chorar... VOU chorar!!!" E chorei. Chorei pelos amigos que tinha feito, pelas saudades, pelo cansaço, por tudo o que aprendi. E foi a Maria João que me abraçou. Disso não me esqueço. Que surpresa foi a nossa MAEstrina! Fui embora mais cedo, com o meu "Sheriff", mas um bocadinho de mim foi naquele comboio e em cada carro que se afastou. Um bocadinho de mim ficou no Fundão e outros viajaram até aos Açores, à Madeira, ao Alentejo, a Viseu, estenderam-se ao imaginário, e abraçaram Portugal. Ofereci muitos pedacinhos de mim, não os perdi. Ganhei muitos pedacinhos também. E, para mim, esse é o maior presente que me podem dar. Foi com esta música na cabeça que segui viagem.
Ana Ferreira
 
Está a chegar ao fim…
Como é estranho…
Sinto já saudades e ainda não sai daqui…
Sinto que se criaram elos que não se vão perder, outros que vão enfraquecer, mas serão sempre elos da mesma cadeia, a cadeia MAE. Os/as MAEstranhos/as que viraram MAElos…
Sei que daqui a pouco vou estar em casa, mas deixem-me aproveitar MAEs um pouco a vossa companhia, o som da vossa voz, a cor do vosso olhar, o movimento do vosso ser…
Hoje acaba uma etapa, amanhã começará outra.
Até MAEs, sempre MAEs!
 
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
Maria João
 
 
As despedidas entre a comunidade e os visitantes, que já se sentiam em casa, lá se fizeram… Mas foi durante o almoço que as emoções começaram a brotar das janelas da alma. O adeus que não se queria dizer, com a promessa de um reencontro para breve...Não gosto de despedidas, um “até logo” soa sempre melhor…um “adeus” encerra em si uma prolongada ausência ou um até nunca mais…mas, gostei de te conhecer! Naquele momento, do qual me mantive mais espectadora do que interveniente (foi mais fácil assim), quis acreditar que de facto nos havíamos de reencontrar e sim, ainda acredito, mas uma esmagadora parte de mim dizia que não…Os caminhos começaram a divergir, mas ainda um grande grupo seguiria junto pelas vias de ferro!A viagem não teve já as mesmas peripécias, uma calma predominava e o cansaço apareceu, dissimulado que estava pela constante acção. Uns agarraram-se ao computador…- Passa-me as fotos!- Já me deste as tuas?- Olha, olha, tu aqui…Outros faziam contas de cabeça (eu) e outros ainda olhavam apenas o horizonte passar… (já ninguém tirava fotos!) há…e havia ainda quem olhasse para as lesões desta aventura !! Uma aventura, sim…muito rica em todos os aspectos…mas neste momento (supostamente domingo) tenho a sensação de amnésia, o que é que se passou durante estes dias, não me lembro !!! flashes, momentos isolados…não consigo encadear os acontecimentos, talvez amanhã passe!
Bjs, Ana Ambrosio
 
Último Maedia de estágio, 

Aproximem-se as despedidas e o fim do Maeestágio. Queria mais!!! mas termina aqui esta bela aventura...
 

Não não... não termina toda o grupo Mae irá manter-se unidos e agora mais próximos uns dos outros, com outras percepções de quem irá escrever um texto. Iremos interiormente ouvir suas vozes, tentar imaginar as diferentes expressões que irão transparecer das palavras que irão ser escritas na plataforma do Mae e no blog que está sendo criado como uma peça de teatro ou espectáculo que foi interpretado por nós MAEhumanos.
 

MaeAbraços

Katy
 

 

 
No ano em que estive na Capadócia; no ano em que sobrevoei o Salto del Angel, no ano das JMJ 2000
É!... Normalmente marco os anos da minha vida não por datas mas pelas “viagens”… por tudo o que elas me proporcionam: o antes, o durante, o depois… as cores, os sons, os aromas…o que conheci, o que partilhei, o que testemunhei…. E todas as emoções.
Este MAEestágio é uma das minhas “viagens”.
Um forte abraço para todos,
 

Retroacção e encerram... até Breve!

Elsa Mesquita

 

 

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Sábado, 11 de Abril de 2009

                            "Tear gigante" 

 

 Finalmente…UMA CAMINHADA!

Passada a noite anterior, com alguns aditivos instigadores de efeitos secundários, achei que a ideia iria cair por terra. Mas nada disso…isto é tudo gente rija !
E lá vamos nós à procura da Rota das Minas (sobre a qual ainda não fiz o texto prometido, mas está para breve).
- Aviso já que não gosto de andar devagar! (Anabela)
- Boa, eu também não…vamos lá dar corda aos sapatos!! (eu)
Em boa companhia, as duas rapidamente nos destacamos no pelotão da frente e, distraídas perante a bela paisagem à beira rio, rapidamente perdemos de vista os nossos companheiros de viagem.
Foi uma agradável surpresa o ritmo comum…se soubéssemos teríamos feito este percurso mais vezes.
Foi uma boa forma de começarmos o dia que se avizinhava muito “dramático”
De alma renovada e espírito cheio…estávamos preparadas para a energia do fato-de-treino vermelho do protagonista desse dia!
 
Foi um dia cheio de agradáveis surpresas.
Todas as apresentações/intervenções foram excelentes...e todas diferentes!
Foi muito compensador ver excertos de momentos passados durante a semana, ver tudo misturado e ver-nos uns aos outros nos vários papeis. Foi de uma riqueza impressionantemente hilariante!

Confesso que aquando nos foi proposto este novo desafio...eu pensei:
- OH Deus! Eu não sou de teatro...eu não sei o que fazer!!
Entre todos, as ideias começaram a surgir e, vi-me empolgada a sugerir (boas) parvoíces perante os olhos atentos da "nossa criança e do nosso João" (Alguém tem noticias deles?)
Fomos logo os primeiros. Bem se tem de ser, que seja já!

Ana Ambrósio
 
 
Vamos chegar atrasados…
Não sei se os acompanhe ao longo do rio ou não…, e se chove? Não me agrada nada chegar lá baixo molhada. Não, é melhor não…

A música de Rão Kyao…
O movimento calmo, controlado, sequencial, fez-me parar e retroceder no tempo: Macau, o Jardim de Camões…, Meu Deus, como o tempo passa…, e as memórias adormecidas lá estão, saltitantes, fazendo cócegas na minha mente… (qualquer dia “fujo” para lá).

E, lá estou como na quinta-feira, emoções à flor da pele. O corpo, a voz, o espaço, os outros. Gerar, criar em conjunto a partir de imagens dos outros, num espaço que é toda a aldeia…, fruição de ideias, experimentação… e a Elsa que torce o pé!!!
Pronto! não há-de ser nada, fica sentada! Entre o riso e a lágrima, o meu coração batia forte, tão forte que tive medo que se ouvisse. O que o Professor Amílcar nos faz…

Janeiro de Cima, e parecia que tinha entrado num conto daqueles que me contava a Maria Helena, empregada da casa de quando eu era menina. E o rio? Nem apetecia sair dali…

Belo jantar!!! Mais era impossível. Afinal, os MAEs iam embora no dia seguinte e já estavam todos a sofrer de saudades, e lá as íamos afogando no saboroso tinto e alimentando a união com o saboroso e farto repasto.
Ainda houve tempo para cantigas, porque “quem canta seus males espanta”
Maria João Veloso
 
"Recanto da Serenata"
 
"Estou tão, tão tão cansada. Podre, acho que é a palavra. Raio de nariz que não para de pingar! E vai chover... O quê? Fazer uma caminhada até à Barroca? Bora lá!" A Anabela e a Ambrósia desapareceram de vista rapidamente. Os restantes foram ficando para trás, as conversas nasciam e morriam umas seguidas das outras. E a paisagem? Que maravilha! Seria tão bom acordar todos os dias para ver aqueles contrastes entre a aridez da pegada humana e o verde da natureza! (o meu lado hipocondriaco preocupava-se um bocadinho com a radioactividade, mas isso não interessa nada )
Chegamos quase ao mesmo tempo que os restantes colegas e não nos choveu em cima! Estava com medo da reacção do nosso MAEstre, mas, como sempre, fomos recebidos com um sorriso de orelha a orelha e o dia continuou.
Foi um dia de emoções fortes, mas tudo está bem, quando acaba bem!
Ana Ferreira
 
 
O drama tá no ar.
Fomos muito bem recebidos. Música que inspira a reflexão e expira emoção. Tranquilidade.
Obrigado Professor.

O corpo mexe, a alma procura;
a perna sobe, o sangue flui;
o olhar procura, o corpo obedece;
a mão toca, o coração olha;
o rodopio solta-se, o sorriso cresce.
a voz sai, a voz sente.

Mais um dia de experiências. Nova forma de "tocar" o grupo.

Gostei das apresentações, mesmo estando em grupo senti que estavamos lá. Todos num só. E que bem que ficaram. Orientados pelos caminhos, e ruas, das emoções.

Ricardo Cavadas

 

 

Que bom de manhãzinha esta caminhada com colegasMae e esta aula prática com o professor Amílcar e o grupoMae. Foi maravilhoso esta fusão do grupo todos participem e integram a aula. Uns vão destacar-se pelas suas palavras e outros pelas suas formas de estar, movimentos, sons, balbucios etc... Bela actividade esta aula de expressão dramática. 

A actividade performativa de cada grupo que era sobre o que cada um de nós experienciou nesse maeestágio uniu e reuniu muitas das nossas conflituosas ideias. Essa partilha foi um mundo de descobertas. Realizar esta actividade foi mais um desafio maravilhoso.

Escuto sem rejeitar uma das partes. Aceito que tudo está lá, independentemente de como me fez sentir. Aí começou uma viagem de perceber o que nos levou a esse maeestágio.

Ao mesmo tempo, todos tomámos atenção ao que ouvimos e vimos.
Criámos juntos um acervo de experiências, que se vêm juntar ás nossas.

Dia que fica em memória,

Abraços

Katy

 

 

 
Expressão Dramática e Teatro:
o Corpo, a Voz, o Espaço, os Objectos… e os jogos.
Jogos, Jogos!? Interessante a linguagem gestual do Fausto logo no início deste MAE dia… ;)
E chegou a hora da Improvisação Dramática:
Estamos todos em ebulição na e com a aldeia.
Bravo! Albina, Maria João, Cristina, Susana…
Bravo! a todos os MAEs
Bravo! a toda a população!
E Bravo! Professor Amílcar. Que parece ter nos lido, algum tempo atrás, no Virtualcafé em que (após a visualização de uns vídeos bem sugestivos: na estação do metro, lembram-se?) já fantasiávamos realizar uma apoteótica performance algures do nosso Portugal.
PS: comecei a sentir a despedida com as badaladas, perfeitas, que se fizeram ouvir na nossa apresentação.
Elsa Mesquita

 

 

 

 Barroca, bailinho, Fundão...

 

 

 

 

 

publicado por daceaomundo às 16:32
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Salada Saladinha

Muito bem Temperadinha
Azeite e vinagre
Sal e pimenta
Janeiro Fevereiro Março Abril
Maio Junho Julho Agosto
Setembro Outubro Novembro Dezembro
Segunda Terça Quarta Quinta Sexta
                                     Sábado Domingo!
 

 

 Improvisação Dramática:

 

  
 
 
 
 

Jogo de Expressão Dramática
Todos os alunos e professores formam um círculo no chão para ouvir a história “Os balões do Tiroliro”. Assim contextualizados, desenvolvem-se vários jogos através do imaginário criativo, tornando as suas vivências mais ricas e significativas:
- Apanhar balões imaginários e juntá-los no centro da roda.
Os balões surgem de cima, da direita, da esquerda, ora apresentam-se escorregadios, ora pesados, ora leves como um balão…
Chegam ao fim os balões imaginários e a roda ainda não está cheia. Que fazer?
Tem de se encher mais balões, estes agora de formas variadas e com sabores diferentes…não esquecer que têm de ser bem atados, senão escapam pelo ar…
O imprevisto acontece, os balões ganham vida e transformam-se em balões verdadeiros de todas as cores.
- Individualmente, cada um explora o seu balão com todas as partes do corpo.
- Dois a dois, ao som de música, dançam sem deixar cair o balão que fica seguro por diferentes partes do corpo.
Agora é a vez do cordão que ata os balões ser o protagonista. É um cordão mágico, que cresce e torna-se elástico.
- Explorar as possibilidades deste cordão mágico imaginário.
- O cordão transforma-se agora em longas e coloridas tiras de papel.
As tiras ganham vida e surgem lentamente ao lado dos alunos.
- Explorar individualmente o movimento da tira ao som de música.
Actividade simples, adequada a crianças do 1º Ciclo, que se envolvem entusiasmadas em movimentos expressivos de sensibilidade e imaginação.
No final, após um período de relaxamento, urge um momento de conversa e partilha de sensações, sobre essa entrega à fantasia.
“ Professora eu fui até ao céu!...”
 

  Os balões do Tiroliro

Num dia cor-de-rosa, enquanto descansava junto da sua árvore preferida, o ratinho Tiroliro recebeu uma visita inesperada.

- Quem queres que eu seja? 
Vindo, não se sabe de onde, apareceu um coelhinho que trazia consigo um balão com uns olhos muito grandes…
Era um peixe! - Mas que peixe tão engraçado, parece verdadeiro. - Pensou o Tiroliro.
O coelhinho, sem nada dizer, ofereceu-lhe o balão e com um grande sorriso desapareceu no horizonte.

Tiroliro ficou então a contemplar o balão sem nada perceber. E no fundo do seu pensamento ouviu dizer:

Será que o peixe balão estava a falar com ele? Questionou-se o nosso ratinho.

Divertido com a situação Tiroliro, por brincadeira, pensou numa borboleta. Uma borboleta com corpo de abelha e asas de joaninha.

Eis então que o peixe se transformou na borboleta que ele imaginou.

Espantado ficou, mas a pensar continuou.

Imaginou que o balão se transformava em flor, depois em lula...

... e aos poucos o céu foi invadido por muitos balões, mas já não eram balões. Eram criaturas com vida que ele nunca tinha visto na sua vida de ratinho.
Deixou-se levar por mundos estranhos e desconhecidos com cheiros agradáveis e seres mágicos.
Foi ao fundo do mar…

 

Voou pelos céus…
Foi ao centro da terra…

Com tanta emoção, o Tiroliro começou a ficar cansado e aos poucos foi fechando os olhos, devagarinho, bem devagarinho, até adormecer.

 Quando acordou estava bem juntinho da árvore que ele tanto gosta. Olhou à sua volta e estava tudo normal, será que foi um sonho? Mas parecia tão real, talvez o coelhinho volte a aparecer um dia destes…

 

 

 

FIM...

 

Autor: Ana Sofia Ambrósio  

Ilustrações de Ana Sofia Ambrósio

 

 

 
 
 
publicado por daceaomundo às 14:46
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Para trás ficou a Pousada de Juventude da Mina, pertença do Concelho do Fundão, berço do poeta Eugénio de Andrade, com as suas estações arqueológicas, rotas de turismo cultural, famosas cerejeiras e a monumental Serra de Gardunha.

À frente, um percurso por uma zona repleta de memórias da ocupação humana, companhia de grandes caminhadas diárias até às Minas da Panasqueira, o ganha pão de tanta gente num passado recente. Destaca-se a presença marcante de antigas instalações industriais abandonadas e ligadas à exploração mineira.

Ao lado o Zêzere. Um estranho nome cuja origem mais plausível estará na designação de uma modesta árvore de pequenas flores brancas e frutos negros que abundava nas suas margens, o azereiro, também conhecido por zenzereiro.

A paisagem toma as cores das quatro estações com o rio a serpentear por entre a terra em quietação. Para contrariar esse remanso eu e a Anabela seguíamos activamente distanciando-nos dos nossos companheiros de viagem.

Depois, suavemente, faz-se a transição por uma zona de pinhal, para uma região onde a presença humana se faz assinalar por uma Aldeia do Xisto, onde iremos ocupar o seu casario.

A Casa Grande, antigo solar do Séc. XVIII onde hoje funciona o Centro Dinamizador das Aldeias do Xisto, acolhe-nos e lança-nos à descoberta de mais um dia de estágio.

Na Barroca continua a respirar-se um ambiente rural e familiar, pautado pelos seus ciclos agrícolas.

 

 

 "MAEs Caminhando"

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Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

 

 

Moagem – Cidade do Engenho e das Artes - Fundão

 

Todos na "camineta" ...
CASTELO NOVO
N 40º 04' 36.3''
w 7º 29' 41.46''
Que sono! Todos na caminhada... A Sofia, as pequenas Ana e Alice  a dormirem  na "camineta.
ALPEDRINHA
N 40º 05' 57.48''
W 7º 28' 0.12''
Todos na ginginha! Não fiquei a dormir! Porque será?
Sofia Moniz
 
Bem no coração da Gardunha, lá estávamos nós, num passeio que se tinha avizinhado tão agradável, mas que nos surpreendeu pelo tempo pouco convidativo. Isso não foi impedimento para que todos se encantassem com a beleza destas ruas e pedras que tantas histórias têm para contar.
Lá fomos andando, um pouco renitentes com a temperatura molhada, aquecendo-nos como podíamos…ginjinha para todos e muito calor humano!
Ana Ambrósio
 
Bolas. Estou doente... Doi-me a garganta, a cabeça e o corpo todo... Raios... Ainda por cima está a chover! Ai, mas na pousada não fico, quero ver o Fundão! E, munida de nimeds que chegariam para três semanas, parti à descoberta. E ainda bem que fui! A moagem surpreendeu-me, adorei o museu e Castelo novo (ora... não seriam umas dores de garganta a impedir-me de ir passear!)
Pelo caminho, fizemos uma pequena paragem na farmácia de serviço... ou melhor... invadimos a farmácia de serviço! Desde pés e dedos torcidos, passando por dores de barriga e acabando constipações, os MAEs levariam  à falência qualquer companhia de seguros de saúde!
Munidos de optimismo (e de muitos, muitos medicamentos), os MAEs continuaram a viagem, sempre com a mesma boa-disposição!
Ana Ferreira
 
Como te compreendo, Ana! Nem sei como me manter de pé! Dói-me a cabeça, o corpo e já nem consigo raciocinar. Tenho a ideia de que não digo coisa com coisa: deve ser da febre! Além disso, tenho os ouvidos entupidos e o nariz teima em não me deixar respirar! Já não devo ser boa companhia para ninguém, só me apetece uma caminha quente, uma aspirina e um spray de água do mar para descarregar no nariz. Uma farmácia era o que vinha mesmo a calhar...
Mas, realmente, ficar na cama é que não! O que iria ficar a fazer um dia inteiro sozinha na pousada? MAE que é MAE aguenta até ao fim! É ou não é assim?
Filipa Silva
 
 

 

Regresso ao maestágio.

Fui tão bem recebida pela maequipa que parecia que voltava para casa. Foi bom para mim ter regressado e sentido que este grupo já fazia parte da minha vida e iria deixar-me uma recordação que iria ficar também para sempre.

O 6º mae dia foi um dia de visita guiada a este “Portugal profundo” tal como o chamará o nosso maeMestre Prof.Doutor Amílcar.

Adorei este roteiro, sem dúvida que me tocou sob muitas formas, por um lado, estava em busca de respostas as minhas dúvidas existenciais e por outro apetecia-me descobrir aquelas terras que não conhecia.

Maeabraços,

Katy

 

 

 

Hoje os intensos dias passados, o desconcerto provocado pelas noites com poucas (ou nenhumas) horas de descanso, e as dores musculares estão a tentar medir forças comigo. Outros MAEs também já estiveram em melhor forma.
Mas ninguém quer “perder pitada” nesta visita Guida pela região do Fundão: Moagem – Cidade do Engenho e das Artes; Museu Arqueológico Municipal José Alves Monteiro; Alpedrinha; Escola Básica Serra da Gardunha – Fundão; Castelo Novo e a Procissão do Enterro do Senhor no Fundão…
“Portugal Profundo”!? Pois que seja! Precisamente pela sua “profundeza” ainda nos consegue presentear desta forma esplendorosa com as suas gentes, costumes, autenticidade, paisagem, produtos regionais…
De regresso à Pousada por entre o descanso e alguma descontracção começa o fermentar de mais acção no Cabeço do Pião.
Os MAEs não param!
Elsa Mesquita
 

 

Hoje é dia de passeio.
Gardunha, aí vamos nós!
Agora já não são expectativas é um doce sopro sobre a consolidação do MAEgrupo, em calma, sossego e a maravilhosa paisagem que nos acompanha, que desfrutamos quase extasiados…, tudo é espanto, admiração.
Estamos a chegar ao fim desta semana, já sinto, não sei se os outros também o sentem, até o tempo está triste, chora…
Fundão, Cidade do Engenho e das Artes!
Alpedrinha, uma jóia!
Castelo Novo, acho que poderia viver aqui!
Mas há sempre uma ginjinha, em qualquer lugar mais recôndito, para animar o pessoal!

Procissão do Enterro do Senhor – Fundão
 
Continuo imbuída no espírito da Semana Santa, tenho mesmo curiosidade de ver a procissão do Enterro do Senhor.
A escuridão, o silêncio e as “matracas”…
O cansaço impera, foi um dia grande e alguns/algumas MAES estão adoentados.
De volta à pousada e mais umas partidinhas…

Maria João Veloso
 

 

"OH DIVINO ÉTER!
OH SOPRO ALADO DOS VENTOS!
QUANDO OS DIABOS QUEREM APRESENTAR AS SUAS FORMAS MAIS NEGRAS,
APRESENTAM-NAS PRIMEIRAMENTE SOB FORMAS CELESTIAIS,
COMO EU AGORA FAÇO!
PORQUE ENQUANTO ESTE HONRADO IMBECIL
VAI PEDIR A DESDÉMONA QUE ADVOGUE APAIXONADAMENTE A SUA CAUSA,
EU INSINUAREI NOS OUVIDOS DE OTELO
QUE SERÁ POR SUSPEITA ENVENENADA POR QUE ELA LHO RECOMENDA!
DESTA MANEIRA A SUA VIRTUDE SERÁ O INSTRUMENTO DA SUA PRÓPRIA RUÍNA
E SERÁ A SUA GENEROSIDADE QUE URDIRÁ A TEIA
EM QUE OS ENREDAREI A TODOS!"
 
Excerto da fala da personagem IAGO ao dirigir-se, com cumplicidade, ao PÚBLICO, mas referindo-se à personagem OTELO, na peça de teatro OTELO (William Shakespeare)
 
 

 

publicado por daceaomundo às 23:58
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Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

MAE D@nce 5 Dia…
Salto da cama e quero espreitar pela janela… como estará o tempo? semicerro os olhos e não consigo ver bem… e também necessito de respirar e sentir o dia! Um pouco sonolenta saiu pelo corredor ainda silencioso, para a nossa privilegiada varanda (ritual que cumpri quase todos os dias…) e o nosso vale!... hoje parece-me ainda mais encantado…
Esta névoa! … Será prenúncio de mais um dia pleno de Magia?
E foi… não só o Dia como a noite…
ElsaMesquita
 
O Dia...
Aqui da praia, em trajes reduzidos, recordo o frio cortante da Barroca!
Mas as temperaturas gélidas, para quem não estava devidamente agasalhada, não impediram que se desenvolvesse uma agradável cumplicidade e um calor muito humano.
O mesmo dilema matinal,…não trouxe nada realmente quentinho para vestir…
Hoje é dia de dança…Um certo desconforto inicial, uns olhares trocados, de quem pede que não repare nele/a, que aos poucos é absorvido pela sensação de liberdade de expressão e um sorriso de orelha a orelha dirigido a ninguém em particular. Foi assim que a professora Ana Macara me deixou. Foi um dia muito agradável, esplêndido até, veio confirmar a minha teoria “quem dança é mais feliz”, apesar de ter apenas roçado as possibilidades dessa sensação, devido ao tempo limitado, com horário apertado a cumprir…
A noite...
A ansiedade de uma procissão nocturna (a que nunca assisti) vai aumentando, enquanto se beberica uns licores Beirão, na tasca ao lado da Igreja, para aquecer o espírito. Ui! Se em Lisboa se praticassem estes preços, andava tudo alcoolizado (mais ainda!)
O povo começa a juntar-se, as luzes apagam-se…ouve-se um burburinho perante a expectativa do que está para vir. Fomos já informados que não podemos falar, vais ser difícil, mas tentamos respeitar as crenças e tradições.
(…)
Estou arrepiada, nesta escuridão sente-se o calor humano e ouvem-se lamúrias…sons assustadores de paus a rasparem agressivamente o chão…vão descalços?!...vão nus?! Que horror, está tanto frio e a chuva miudinha que cai parece propositada a violentar esta penitência.
Lá seguimos em grupo…espera, quantos somos? Para onde foram os outros? Onde está o autocarro? E no já final da procissão, uns locais dizem-nos que viram um autocarro no fundo daquela rua…Lá regressamos, já só faltávamos nós!
Ana Ambrósio
O dia...
“Dança: o meu pior pesadelo. É que nem com os copos, na festa da aldeia eu consigo ganhar coragem para ir dar um passinho... Será que vou cair? Será que vou conseguir fazer algo que seja?" - Olho em volta e vejo em muitas caras os mesmos medos que me assombravam.
Mas, como já era hábito no MAE... tive uma surpresa. Por entre a cara sorridente a graciosidade da professora Ana Macara, aprendi que todos podemos dançar. Soltei os medos e diverti-me tanto! E hoje, sozinha em casa, ainda dou um passinho de vez em quando!
 
A Noite...
MEDO. PÂNICO. Será que nunca ninguém teve um ataque cardíaco a ver isto?! Eu nem vejo filmes de terror... que menina sou... E já sei que dormir hoje é mentira... Bem podiam ter avisado as pess... Mas o que é que aquele está a fazer? Está a bater com o pau onde?! AI! AI! Tenho que encontrar um homem grande e pirar-me daqui. FAUSTO! Socorro!"
E, enquanto eu observava de unhas bem fincadas no braço do pobre Fausto, seguiu a procissão tenebrosa.
Ana Ferreira
 
O Corpo desta vez, e, com o corpo, as sensibilidades à flor da pele
As primeiras lágrimas
Toda a tensão explodiu e esbanjou-se em afectos perdidos, encontrados
Não perceber o Outro, mas senti-lo, por dentro com o corpo todo
Respirá-lo como ser que existe também
Só fiquei com as palavras relembradas de um poema persa nesse dia (cito de memória provavelmente sem as palavras todas...não posso confirmar, pois emprestei o livro e perdi-o, mas um livro assim deve circular!)
«Se não respirarmos um no Outro não pode haver jardim»
Assim encontrei onde aconchegar o meu corpo gordo de emoções
Ana da Palma
 
Ai que frio! E eu não trouxe roupa quente!
Dança! Finalmente vou pôr o meu bebé a "curtir"! Agora é que ele ou ela vai ver como é a vida! Cheia de movimentos em todas as direcções! Umas vezes em cima e outras em baixo a algumas ainda para os lados e em torno de tudo...tudo é possível!
E a prof Ana Macara?? É linda! E emana cá uma energia... nem tenho palavras para descrever o que estou a sentir! Olho para a "minha" Petrolati e confirmo o que já me tinha parrado pela cabeça: está a viajar no mundo dela!! Que bom que está a ser!!
Acabou-se o frio! E acho que senti o bebé mexer...será? Ainda é cedo...mas também senti o Raimundo cedo... Pode ser que se mexa outra vez para eu confirmar... Ehehehe
Cristina Fernandes
 
e agora o corpo fala.
Começamos pela exposição de teoria antes de começar a prática.
Explorámos várias teorias e pressupostos para a dança.
Como a malta das artes vive da acção lá fomos para a prática.
Nada melhor que o belo do pijaminha para ter uma aula prática .
Digamos que foi uma decisão meramente ..... coreográfica.

Estruturas que se envolvem; movimentos claros; precisos; medidos.
A percepção do nosso corpo, e daquilo que ele nos dá, a consciência quinestésica.
É importante o trabalho realizado individualmente e como ele se altera quando estamos com o outro. Gostei da empatia que criei com a Maria João. Como em silêncio nos fomos entendendo. É curioso o processo. Os nossos corpos é que comunicavam. São eles quem estabelece o diálogo. O mesmo foi aontecendo nos outros exercícios. A atenção é alargada. O processo mais complexo.
O individual espontâneo, o individual com regras/ disciplina/ controlo. O pequeno grupo e o colectivo. O indidual no colectivo.

Fiquei com a ideia ainda mais vincada que o elemento coreográfico, por mais simplificado que seja, leva o seu tempo. O rigor, o domínio e acima de tudo o conhecimento do nosso corpo entram num processo de exploração das possibilidade expressivas que pode ser gratificante.
 

Outro aspecto que achei interessante. Ver como um exercício que é proposto para todo um grupo, as indicações que são seguidas, o como lá se chegou. E depois ver os outros que seguiram as mesmas indicações e a multiplicidade de propostas que, como por magia, se apresentam. Como a mesma base permite tantas coisas.

Ricardo Cavadas (o do pijama)
 
Mesmo por entre a febre e a tosse que me atormentava, estar ali a desenvolver a actividade de Dança, com a fabulosa Professora Ana Macara, reabriu-me o espírito.
Incrível como, de repente e inevitavelmente, me esqueci que me sentia doente! Sinto que pairei sobre as nuvens, que deixei o meu corpo flutuar pelo infinito e que me perdi, suavemente, pelas profundezas do Universo.
Eu duas palavras? Foi fantástico!
Filipa Silva
 
Dança!
Agora sim, agora é que vão ser elas.
“Pé de Chumbo”!!!
Só me lembro das bailarinas hipopótamos da “Fantasia” da Disney.
Lindo!?!
É assim? Boa!
Até me sinto mais leve. E, estou a tirar umas ideias para fazer em movimento com os miúdos.
Estava com receio e afinal é óptimo! Até se consegue fazer coisas giras.
Hoje foi um dia estranho…
Muito estranho, mesmo…
Primeiro a dança, o ter que mexer com o corpo, estimulando o aparecimento de sentimentos e emoções tão variado…, não sei se por cansaço, ou por ser mesmo assim…, tive que me concentrar muito mais que nos outros dias. Foram os passos, as “coreografias”, as empatias…(meu grande par, Ricardo), e sucedeu-me o que não acontecia há muito tempo: a adrenalina a subir desenfreada! Tive que ir molhar a cara e respirar fundo, senão era embrulhada no turbilhão das emoções. Mas foi por pouca dura porque logo estava outra vez a embrulhar-me nelas para a MAETertúlia e a dar o laço final com a procissão intimista de Lavacolhos.
Difícil foi ter que ir dormir, mas felizmente os serões da pousada da Mina trazem sempre uma grande dose de inesperado…

Maria João Veloso

 

 

Sempre gostei de “dançar”, ou seja, sempre que ouço alguma música, mais ou menos discreta, lá estou eu a entrar no ritmo.

Sem “escola” e a inércia dos últimos anos, e quando soube que era necessária roupa prática, temi um pouco.

Mas confesso que depois do dia 14 de Fevereiro este era dos dias que eu mais desejava…

Recordo-me da tranquila e graciosa Senhora que tinha chegado após o início da sessão e se tinha sentado perto de mim…

Recordo-me dos seus sapatos, o salto, o modelo, em “verde-mar”, … pareceram-me de bailarina. Mas, prontamente pensei: Elsa, já estas a divagar!...

Afinal, não estava…

E agora neste dia, no MAE retiro, ”Da forma à narrativa” e “Da narrativa à forma” eu queria aprender, apreender, descobrir, fazer, tudo, tudo… e fiz/fizemos: com tal empenho que logo no início o meu pas de deux com a Jenny me valeu algum sofrimento muscular. Mas a emoção e a fantasia falaram mais alto e as dores foram superadas.

Fiquei com pena de não termos visualizado o filme… é sempre o tempo!

Muito obrigada professora!

Elsa Mesquita

publicado por daceaomundo às 14:50
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Módulo: EXPRESSÃO PELA DANÇA

ANA MACARA,  Ph.D. Dança, FMH/UTL

 

 

PROGRAMA
 . O universo da dança e a dança como forma de intervenção artística.
 . O papel do património da dança na contemporaneidade.
 . Práticas corporais e de criação coreográfica.
 . Teorias fundamentais no desenvolvimento da dança no contexto educativo.
 . Instrumentos e metodologias de intervenção na dança-educação.
 . A observação como instrumento de evolução.
 
 
SINOPSE
1ª Sessão:
Da forma à narrativa – Experimentação prática de métodos de acção em dança com vista à prática da dança, da criação de movimentos e ideias coreográficas, bem como da observação e apreciação crítica, utilizando estímulos formais como ponto de partida para a narrativa coreográfica. O abstracionismo em dança. Trabalho com base na teoria de Laban e em métodos de composição acessíveis a partir de estímulos básicos.
 

 2ª Sessão:

Da narrativa à forma – Experimentação prática de métodos de trabalho em dança com vista à prática da dança, da criação de movimentos e ideias coreográficas, bem como da observação e apreciação crítica, utilizando diferentes tipos de narrativas verbais, como ponto de partida para a construção coreográfica. Narrativa e conceptualismo em dança. Trabalho com base em metodologias fundamentais para a intervenção no âmbito educativo.

 

 

 

 

Pina Bausch, bailarina e coreógrafa: café muller
 
 
 
 
 
 
publicado por daceaomundo às 14:45
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E o cartaz dizia em letras gordas e colossais de uma sonoridade imperiosa:

«De 5 a 12 de Abril na Casa Grande da Barroca!»

E vieram nos comboios, autocarros, de carro e balão de ar, de barco e avião de papel! Num tipo de papel diversificado cheio de letras e signos tipográficos em alegoria à dinâmica da arte.

E nas suas viagens trouxeram as malas, trouxas, caixas e sótãos de ideias dentro das bagagens! Trouxeram bolas e a rir manipularam-nas em acrobacias de movimento que no ar escreviam: Bem-vindos! Sejam bem-vindos à aldeia do xisto!

E vinham de muitos e dos mais diversos lugares… de França, de Itália, do Brasil, Açores, da ilha da madeira, Alentejo e litoral… centro do país e do norte de Portugal! E todos eles deixaram emergir em si a alegria e prazer de estarem ali.
- Venham saltimbancos! Artistas dançantes! Mágicos hilariantes! Homens de gosto nobre e de missão importante!
E o saltimbanco, de chapéu de palha na cabeça, de imediato o retirava e fazia uma vénia aquela gente!
- São estrangeiros?!  Referiu a população…. - O que será que aqui vieram fazer? E curiosos levantaram o pano da tenda e tentaram saber!
 
O pano riscado da Tenda da Barroca, abriu e levantou! As cortinas antes cerradas vislumbraram um palco de luzes e som! E os saltimbancos entraram e deram hurras e vivas ao lugar! Cumprimentaram-se e abraçaram-se e com o tempo começaram a cantar.
E vieram os bombos, as violas e as trompetas! E vieram as cores, os pincéis e paletas! E vieram bailarinos…dançantes e corpos em movimento… e veio a voz da alegria e o encanto numa festividade à vida!
- O que se passa ali? Afinal quem é esta gente?! Perguntava a população tão confusa como envolvente na sua tão natural curiosidade…
Vêm da Universidade Aberta! Estão aqui pelas expressões! Para comemorar a vida na Arte ou a Arte na vida. São Saltimbancos!
 Artistas…actores…músicos…bailarinos…pintores e professores…. Ou apaixonados por este mundo; a ARTE! A Arte?!! O que é a Arte? E ficaram assim na dúvida e a pensar.
E a tenda da Barroca fechou… e os artistas actuaram e os aplausos ressoaram e todos aplaudiram.
  - O espectáculo senhores e senhoras! (Dizia o saltimbanco de chapéu de palha acenando com a mão no ar…) - O espectáculo senhores e senhoras não terminou… mas está a começar!
E todos partiram! Deixaram a aldeia levando da terra a recordação das belas paisagens de xisto, dos queijos e enchidos… da cultura do povo e do sorriso e simpatia daquelas gentes…
Os saltimbancos partiram e fizeram das suas vidas uma contínua alegoria à arte! Há quem diga que mudaram o mundo e mudaram vidas! E que o futuro foi uma constante festividade!
O futuro aconteceu! Houve sonhos que aconteceram, que se tornaram reais! Em mãos de crianças, num legado deixado a novas gerações! E o futuro foi melhor!
 
  
 
  

  

 

publicado por daceaomundo às 14:40
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Nº 40º 07' 53.85''

W 7º 37' 3.09''

 

 

Procissão dos Penitentes – Lavacolhos

 

 

Na noite de quinta-feira Santa, por volta das 00h00, sai da Igreja Matriz uma procissão: OS PENITENTES.

A iluminação pública é previamente desligada e os participantes vestem um lençol branco, descalços, de rosto encoberto, saem de forma ordeira e sob a vigilância dos guardas (agasalhados e com um varapau para manter a ordem e o silêncio dos espectadores). Cada "Penitente" tem uma função na procissão, havendo um par responsável pela ladainha a que outros devem responder.  

Esta tradição secular, estudada por antropólogos e descrita em diversa biografia, pretende dramatizar o percurso de Cristo até ao Calvário acompanhado do seu povo sofredor.

 

 
publicado por daceaomundo às 14:30
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Contadores de histórias

 

II ENCONTRO INTERNACIONAL DE NARRAÇÃO ORAL

Marieta Sánchez

Boniface Ofogo

Boniface Ofogo (2)

CUENTOS DEL ESPÍRITU 1 (Nicolás Buenaventura Vidal) 

publicado por daceaomundo às 00:42
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