Terça-feira, 7 de Abril de 2009

 

A música não me assusta. Quer dizer... Não me assusta tanto como tudo o resto. Estou tão cansada que acho que podia fazer uma operação sem anestesia...
E a manhã passou. O fantasma de todos os desenhos terríveis que sempre fiz pairava sobre cada passo que dava, cada minuto aproximava mais aquela aula que ia, com toda a certeza, mostrar a minha total falta de sentido estético. Mas a tarde passou também e, no fim, o medo quase tinha desaparecido. Parece que o importante não é pintar extremamente bem, é sentir! E sentir, meus amigos... isso sei eu fazer.
Ana Ferreira
 
Cada vez estou mais certa de que não percebo nada de música... Por mais que tente compor qualquer coisa no Finale não sai nada. Quer dizer... sair sai, mas...
Filipa Silva
 
07h30m:
Alvorada na Pousada da Mina! Acho que estamos todos cada vez mais em sintonia!
De manhã Expressão Musical…
Estou empenhada… não sei música mas consigo produzir sons… e com a ajuda dos professores consegui praticar algum do software cedido. Como exemplo: uma simulação do MAEcomboio a chegar à Barroca… realizado com o Audacity e uma garrafa de água… (envio-vos em anexo)
De tarde Expressão Plástica…
Ansiosa medito: PFV não me ensinem técnicas!... e de facto assim não foi:
Dirigida pela professora Elisa falou-se metodologias pedagógicas, programas, experiências internacionais: Texas, Boston…
Enfim a Arte… como forma de comunicação e de transmissão de saberes.
E, de vez em quando, perco-me… os meus pensamento voam e transporto-me à minha experiência pessoal… e tal como a arte como forma de indagar o Mundo, ou não… indago-me o porque de querem aniquilar tantos programas de formação dirigidos a uma população especial que têm como suporte a arte ou artes… porque? Porque standardizar?...
De noite…
Depois de ouvermos o “nosso” João, e já na Pousada… repetem-se as andanças!
Mas desta vez… Brainstorming! Pois estamos em contagem decrescente para a nossa performance em Lavacolhos… foi sublime! A forma como cada qual na sua área (e depois em todas…) todos se empenharam!
(PS: lamento mas esta parte os professores não puderam fruir… )
 Elsa Mesquita
 
 
Programas informáticos! Boa! Nunca os vou poder usar na escola porque não há computadores diponíveis, mas para preparar materiais...
Ai, ai, agora  Expressão Plástica....vai correr bem.
O 3º MAEdia...temos o espectáculo para preparar!!!! Eu não trouxe nada...e sinto-me tão cansada... não consigo aguentar a pedalada do resto da Maemalta. E agora?
Poncha? O.K! Bora lá João Pedro...tenho de provar? Ohhh, o meu repolho já vai nascer com o cabelo em pé!!!!
João, a poncha 'tá áspera! Oh meu Deus, ninguém está a perceber o que eu quero dizer com "áspera" ...mais mel, mais mel...este pessoal vai entrar todo em coma diabético...!
Mais uma provadela...boa! 'Tá boa!
João Pedro, sócio, que tal montarmos uma tasquinha?
Susana Janice
 
 
7 de Abril
Grande noitada, ontem…
Chuveiro, aqui vou eu!
Trânsito interrompido!!! Na fila para o banho…
D. Luísa já nos pôs o cafezinho na mesa, é uma querida…
Caminho para a Barroca com muitos óculos escuros…
Manhã de programação de música e de alguma preguiça…
O almoço é sempre uma animação!
Expressão Plástica…, estou curiosa…
 ::::::::::
Arte/Estética/Educação/Interactividade Intelectual
Não há certezas, há interrogações?????
EDUCAÇÃO – Tirar, extrair, mediar, dar conhecimento.
Pegar nos adquiridos – dar em troca
 
Conhecimento: senso comum, cumulativo, consciente.
Atenção/vontade/seleccionar informação.
 
Educar - não é só para o imediato (instruir). Projectar para o futuro. Não instruir para a normalidade. Vários sujeitos/contextos/dimensões éticas/estéticas/sociais.
Educar – tirar para fora, dar. Físico e intelectual.
“Ajudar o homem para aquilo que não o é” (João dos Santos)
NÃO DESISTIR DOS NOSSOS SONHOS
 
ARTE – Intenção/Forma de comunicação/Transmissão de saber/Transgressões – criar de novo. Processo que se pode aprender e se pode apreender desde muito cedo.
 
Criatividade – criar actividade.
                     Relação entre o que se conhece e depois se transforma.
 
Podemos não ser artistas, mas podemos ser melhores usufruidores de Arte.
A arte tem códigos, tem gramática.
 
ARTEConteúdos sistematizados do conhecimento
         - Interrelação/Estrutura/Narrativa/conteúdo
         - Pode aprender
         - Nem todos serão artistas/Direito a aprender
 
O que é que a escola tem feito pela arte:
                                         Educação:
- Tradicional – cópia, desenho geométrico
 
- Nova – centrada na criança – tábua rasa/criança/ausência de códigos
Pedagogia tradicional
           Ilustrar
Programas: não estão adequados e o próprio professor os muda.

           Falta: Formação de professores e investigação na área.

 

Projectos na área do conhecimento – ARTE:

 

DBAE – USA – Univ. do Texas

 Desde a infância estudam obras de arte segundo estas 4 disciplinas:

     História de arte

    .  Crítica 

    Produção Artística

    Estética

São estudadas temáticas das obras.  Contexto escolar – Museu – Programa

 

ARTS PROPEL – acentuação do processo articulado – Todas as áreas – A partir de retroacções em aprendizagens.

Interessa mais o processo que o final.
Literacia das imagens
 

TRIANGULAR – Ana Mãe Barbosa (Brasil)- idas aos museus

     .  Em contexto escolar e não escolar
     Produção plástica ou experimentação plástica
 
São três modelos integradores dos vários saberes artísticos, existe transversalidade cultural e de saberes
 
E o PRIMEIRO OLHAR…
 
E, a MAGIA DA EXPRESSÃO PLÁSTICA, em estreia Mundial, depois do jantar!
 
Pousada da Mina, espera-nos um longo serão de trabalho de preparação para a MAETertúlia… tantas ideias… em que ficamos afinal?... de certeza as histórias Mínimas…uma ou as duas?... de certeza a Marcha turca com os bombos, para interagir com o grupo de bombos local… de certeza o cânone?… e a canção do Gaspar? E a canção da Wiki...vamos cozinhando até amanhã, amanhã tem que ficar o esquema feito.
 
Que dia, é uma fruição constante de ideias…
É tão curioso, estar com tanta gente que não conhecia e trabalhar com tanta cumplicidade como se conhecesse de sempre. E o professor Amílcar, tão presente, tão interessado por todos, não tem a distância e a frieza dos professores que tive outrora.
Ainda bem, estamos todos descontraídos, em slowdown…
Não consigo adormecer…tanta coisa zumbe na minha cabeça… e a Paula ressona…
Maria João
 
 
Acordo bem disposta e cheia de vontade, afinal hoje é o dia da Expressão PLÁSTICA!! Espero meter as mãos na massa e aprender muitas coisas novas…eu quero sempre coisas novas, a repetição de técnicas e de temas pode-se tornar muito monótono. Falta só a manhã passar…não quero com isto desvalorizar a música (perdoem-me os professores), mas a ansiedade de algo que se quer muito, sobrepõe-se à consolidação da expressão musical.
Ainda estávamos nos inícios matinais, a experimentar todo um software, quando a D. Liberdade, com a sua simpatia habitual e do local cativo da carica (onde supostamente havia rede), me chama e diz:
- Ana, é a sua sogra ao telefone.
Oh, Meu Deus! O que aconteceu…quem se aleijou? Pensei eu com o coração a galopar na direcção do telemóvel…
Ufa, estão todos bem, mas existe uma complicação nos documentos da escritura e eu preciso de ir a um notário autenticar a minha assinatura e enviar um fax! Há tanto tempo à espera da marcação da escritura e teve logo que coincidir com o meu estágio.
Bem pormenores à parte, lá o Jorge me levou ao Fundão…que homem Santo (Jorge ainda te estou a dever um Wiskizinho). Passámos a manhã toda nestas andanças. Na minha crença de que tudo se resolve, tentámos dissolver esta contrariedade no serviço estatal…erro! Burocracia a mais, espera a mais, assinaturas a mais de pessoas que iam almoçar e não podiam perder cinco minutos…e lá fui eu desembolsar uma quantia generosa no particular…resolveram o problema em 15 minutos.
Mais 40 minutos de curvas e muitos cigarros fumados chegámos ao local do manjar…de onde estavam já todos a arrepiar caminho para a Casa da Barroca, onde eu ansiava por chegar…PLÁSTICA!
Finalmente chegámos…já começaram, ainda tenho uma mistura de frango e café a descer…
Bem acho que não perdi muito…não me sinto perdida uma vez que já conhecia este projecto através de uma formação informal, que me permitiu aplicar com uma turma todos estes saberes e brincadeiras.
Transcrevo aqui uma parte da fundamentação do projecto Primeiro Olhar que fizemos para a sua implementação no Agrupamento.
“O projecto PRIMEIRO OLHAR, foi concebido a pensar num percurso pedagógico que visa a liberdade criadora, a cooperação e a formação educativa do aluno.
As expressões têm sido, ao longo dos tempos, relegadas para segundo plano na formação das nossas crianças. Infelizmente esta é uma realidade que urge ser modificada, de modo a promover a criatividade no processo Ensino/Aprendizagem.
As artes devem ser objecto de interesse ao longo da vida escolar, com implicações futuras na vida adulta. Esta constatação, que parece ser óbvia, tem sido porem praticada com dificuldade.
Por outro deparamo-nos todos os dias com as limitações expressivas das nossas crianças, com o medo do não saber fazer, quando, numa primeira fase de expressão (desde a garatuja) esta capacidade é quase inata. Porquê? Entre muitas respostas possíveis estou convicta de que a principal causa são atitudes dos educadores, sejam pais ou docentes, que muitas vezes lhes cortam a criatividade, quando não entendem ou consideram incorrectas as suas representações.
Tem a pertinência de encoraja r as crianças a compreenderem as Artes Visuais, no fundo dominarem a Linguagem Pictórica, constitui um objectivo geral da educação, com implicações, incrementos de qualidade em outras áreas. Este projecto assenta numa abordagem lúdica das Artes Plásticas com uma componente teórica importante, de suporte.
O PRIMEIRO OLHAR pretende dar aos alunos os meios para que se tornem sensíveis à obra de arte, ou seja, torná-los aptos a observarem e compreenderem a linguagem artística. Desta forma, não se trata de “formar artistas”, mas sim, de incutir o gosto pela obra de arte, de educar a visão e, sobretudo, desenvolver a personalidade através de formas diversificadas e complementares, possíveis em actividades expressivas, criativas e sensibilizadoras.
Raramente as crianças são levadas a contactarem com obras de arte, a envolverem-se em diálogos sobre as qualidades formais – a composição, a expressão e o estilo. Este Clube / projecto alia o estudo de uma obra de arte com o contacto directo das obras estudadas,” in loco”.
De uma forma geral, os métodos utilizados fundamentam-se numa pedagogia activa, que incide no diálogo argumentativo e os conteúdos, as actividades e os objectivos são especificados através de um roteiro de sessão. As obras estudadas são na sua maioria, pertencentes aos espólios da Fundação Calouste Gulbenkian, facilitando às crianças, o acesso aos originais.
A educação pela arte, atende sobretudo à formação da personalidade, sendo a criatividade imprescindível no processo educativo. Por outro lado, surge cada vez mais a necessidade de proporcionar aos alunos experiências de ocupação dos tempos livres, que complementem as aprendizagens curriculares, tanto quanto possível, respondendo às suas competências curriculares e extracurriculares, sendo o Clube um elo de ligação entre o conhecimento artístico e os conteúdos leccionados nas disciplinas de E.V.T. e Educação Visual.”
Ana Ambrósio
 
 
O terceiro dia era, porventura o mais “temido” por mim. Confesso publicamente que sempre fui um zero à esquerda a Expressão Plástica (e sou esquerdino….). De manhã disse para mim mesmo:
- O que é que tu vais para lá fazer, no meio de tantos “artistas”, João?
Como não sou rapaz de desistir assim tão facilmente resolvi avançar!
O turno da manhã foi dedicado à continuação de análise de diferentes programas de edição e escrita musical. Tal como no dia anterior, alguns problema de incompatibilidade persistiram, o que dificultou o desenvolvimento do trabalho.
- Maldito Vista! Pensava eu constantemente.
Entre instalações e desinstalações, suspiros de desespero e gritos de ajuda, lá consegui, juntamente com o Maestro “Ricky” (Grande Ricardo), avançar até ao tema final.
Após mais um fantástico repasto, a Professora Elisa, como que, imbuída no verdadeiro espírito MAE, abriu as hostilidades com a sagrada pergunta: O Que é Arte? A sala foi imensamente pequena para tantos e convictos pensamentos…
O intenso roteiro que se seguiu fez emergir em mim o pensamento de quão errado tem estado o nosso sistema de ensino, principalmente a nível de programa curricular. Partilho do sentimento de Ana Mae Barbosa, ao afirmar que: “(…) A linguagem visual nos domina no mundo lá fora e não há nenhuma preocupação dentro da escola em preparar o aluno para ler essas imagens. O público quer conhecer; falta educação para a arte.(…)” (Arte como educação e cidadania, 2007).
João Pedro Borges
 
 
A primeira pintura.
Olhar nunca está preparado. Há sempre uma realidade à espera de ser descoberta. A um olhar acrescentamos outro olhar. A experiência estética alarga a nossa subjectividade.

Ricardo Cavadas
 
 
3º dia... vejamos... música de manhã e plástica à tarde!LOL! Hoje é que vai ser!
Depois de uma noite bastante interessante e de um acordar sempre animado lá fomos nós, o MAEgrupo para a Casa Grande da Barroca. Antes do trabalho, um cafezito no Café Central, senão não dá!
De manhã continuámos a trabalhar nos programas e à tarde iniciámos a plástica!
Que bela maneira de se começar: "o que é a arte"? E fomos avançando pela tarde, debatendo ideias, aprendendo com boas práticas, e fazendo alguns exercícios com resultados espectaculares!!
Hoje vamos ter que trabalhar a sério na tertúlia! Vai ser giro, nós funcionamos muito bem em grupo!
Jenny Sousa
 
Manhã
Instalámos os programas relacionados com música, músicas, e sons.
Foi um fervilhar de instalações sob os dedos de teclados frenéticos,
Foi um mundo a explorar.
Tarde
Senti algum receio...alguma intimidação...uma distância estranha.O primeiro olhar foi apresentado e não percebi muito bem as razões profundas da espécie de abandono em que foi deixado...porque razões não se encontra disponível/à venda...será que todas as escolas chegaram a adquirir exemplares? Enfim, parece haver muitas coisas em jogo ou então... será uma não-vontade política?...Não sei...
As perguntas, as interrogações, as questões foram surgindo...se desde sempre desejámos chegar ao saber, enfim pelo menos a uma parte do saber, se pela educação constrói-se o futuro, se sabemos os tipos de conhecimento que nos levam em direcção ao saber...por que razão parece que não nunca lá chegámos. Será que vamos lá chegando sem dar por isso? Será que o saber cresce tão depressa que não dispomos de tempo suficiente para alcançá-lo?
Fim do dia:
Projecção do filme « A Magia da Expressão Plástica »Um fio condutor pela voz do Narrador, como um fio de Adriana, indica um caminho de culturas partilhadas. O espaço onde se dá a arte revela ser um espaço integrador...O projecto de vida define o ser.
Ana da Palma
 
À noite....
Bem, aqui estou a comer tanto... Pelos vistos os enjoos passaram mesmo. Ehehehe. Mudar de ares e de vida só faz é bem! Claro que sempre com a minha "bengala" Petrolati amiga (se não fosse ela estar ali...).
Ai a tertúlia! Hoje é que vamos estruturar tudo... Quem me dera é estar a estruturar com a poncha!
Será que digo que trouxe a música do Gaspar? Se calhar vão achar uma parvoíce... Olha, cá vai!
E não é que gostaram? EEhh...estou toda orgulhosa! Afinal, esta música tem muito mais importância e significado na minha vida do que esta gente toda pode imaginar... Pelos vistos foi boa a minha escolha!
Agora tenho mesmo que ir dormir...já não aguento mais!!! Nem pareço eu... mas o bebé na minha barriga é que manda (será menino ou menina??)!
Cristina Fernandes

 

- A partir dos anos 80
 
 
  O meu 3 º Maedia

Apesar de nesse dia ter recebido ao fim da tarde uma má noticias que me fragilizou e desfez um pouco do meu coração. Agradeço aos colegas e professores à compaixão que sentiram ao meu respeito, senti uma barra de apoio em todos vós, (maecolegas e maeprofessores) que me possibilitou regressar para o 5ºMaedia. Existe e faz parte da vida, é impossível evitar esses momentos de tristeza quando alguém que nos é querido deixa o nosso mundo. Mas, não se elimina da nossa mente continuárá presente para sempre porque acredito que quando alguém deixa esse mundo deixa sempre algo aos outros e a sua presença continua nas almas. Todos os seres humanos deixam um rasto atràs de si.

Katy 

 

publicado por daceaomundo às 23:15
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