Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

MAE D@nce 5 Dia…
Salto da cama e quero espreitar pela janela… como estará o tempo? semicerro os olhos e não consigo ver bem… e também necessito de respirar e sentir o dia! Um pouco sonolenta saiu pelo corredor ainda silencioso, para a nossa privilegiada varanda (ritual que cumpri quase todos os dias…) e o nosso vale!... hoje parece-me ainda mais encantado…
Esta névoa! … Será prenúncio de mais um dia pleno de Magia?
E foi… não só o Dia como a noite…
ElsaMesquita
 
O Dia...
Aqui da praia, em trajes reduzidos, recordo o frio cortante da Barroca!
Mas as temperaturas gélidas, para quem não estava devidamente agasalhada, não impediram que se desenvolvesse uma agradável cumplicidade e um calor muito humano.
O mesmo dilema matinal,…não trouxe nada realmente quentinho para vestir…
Hoje é dia de dança…Um certo desconforto inicial, uns olhares trocados, de quem pede que não repare nele/a, que aos poucos é absorvido pela sensação de liberdade de expressão e um sorriso de orelha a orelha dirigido a ninguém em particular. Foi assim que a professora Ana Macara me deixou. Foi um dia muito agradável, esplêndido até, veio confirmar a minha teoria “quem dança é mais feliz”, apesar de ter apenas roçado as possibilidades dessa sensação, devido ao tempo limitado, com horário apertado a cumprir…
A noite...
A ansiedade de uma procissão nocturna (a que nunca assisti) vai aumentando, enquanto se beberica uns licores Beirão, na tasca ao lado da Igreja, para aquecer o espírito. Ui! Se em Lisboa se praticassem estes preços, andava tudo alcoolizado (mais ainda!)
O povo começa a juntar-se, as luzes apagam-se…ouve-se um burburinho perante a expectativa do que está para vir. Fomos já informados que não podemos falar, vais ser difícil, mas tentamos respeitar as crenças e tradições.
(…)
Estou arrepiada, nesta escuridão sente-se o calor humano e ouvem-se lamúrias…sons assustadores de paus a rasparem agressivamente o chão…vão descalços?!...vão nus?! Que horror, está tanto frio e a chuva miudinha que cai parece propositada a violentar esta penitência.
Lá seguimos em grupo…espera, quantos somos? Para onde foram os outros? Onde está o autocarro? E no já final da procissão, uns locais dizem-nos que viram um autocarro no fundo daquela rua…Lá regressamos, já só faltávamos nós!
Ana Ambrósio
O dia...
“Dança: o meu pior pesadelo. É que nem com os copos, na festa da aldeia eu consigo ganhar coragem para ir dar um passinho... Será que vou cair? Será que vou conseguir fazer algo que seja?" - Olho em volta e vejo em muitas caras os mesmos medos que me assombravam.
Mas, como já era hábito no MAE... tive uma surpresa. Por entre a cara sorridente a graciosidade da professora Ana Macara, aprendi que todos podemos dançar. Soltei os medos e diverti-me tanto! E hoje, sozinha em casa, ainda dou um passinho de vez em quando!
 
A Noite...
MEDO. PÂNICO. Será que nunca ninguém teve um ataque cardíaco a ver isto?! Eu nem vejo filmes de terror... que menina sou... E já sei que dormir hoje é mentira... Bem podiam ter avisado as pess... Mas o que é que aquele está a fazer? Está a bater com o pau onde?! AI! AI! Tenho que encontrar um homem grande e pirar-me daqui. FAUSTO! Socorro!"
E, enquanto eu observava de unhas bem fincadas no braço do pobre Fausto, seguiu a procissão tenebrosa.
Ana Ferreira
 
O Corpo desta vez, e, com o corpo, as sensibilidades à flor da pele
As primeiras lágrimas
Toda a tensão explodiu e esbanjou-se em afectos perdidos, encontrados
Não perceber o Outro, mas senti-lo, por dentro com o corpo todo
Respirá-lo como ser que existe também
Só fiquei com as palavras relembradas de um poema persa nesse dia (cito de memória provavelmente sem as palavras todas...não posso confirmar, pois emprestei o livro e perdi-o, mas um livro assim deve circular!)
«Se não respirarmos um no Outro não pode haver jardim»
Assim encontrei onde aconchegar o meu corpo gordo de emoções
Ana da Palma
 
Ai que frio! E eu não trouxe roupa quente!
Dança! Finalmente vou pôr o meu bebé a "curtir"! Agora é que ele ou ela vai ver como é a vida! Cheia de movimentos em todas as direcções! Umas vezes em cima e outras em baixo a algumas ainda para os lados e em torno de tudo...tudo é possível!
E a prof Ana Macara?? É linda! E emana cá uma energia... nem tenho palavras para descrever o que estou a sentir! Olho para a "minha" Petrolati e confirmo o que já me tinha parrado pela cabeça: está a viajar no mundo dela!! Que bom que está a ser!!
Acabou-se o frio! E acho que senti o bebé mexer...será? Ainda é cedo...mas também senti o Raimundo cedo... Pode ser que se mexa outra vez para eu confirmar... Ehehehe
Cristina Fernandes
 
e agora o corpo fala.
Começamos pela exposição de teoria antes de começar a prática.
Explorámos várias teorias e pressupostos para a dança.
Como a malta das artes vive da acção lá fomos para a prática.
Nada melhor que o belo do pijaminha para ter uma aula prática .
Digamos que foi uma decisão meramente ..... coreográfica.

Estruturas que se envolvem; movimentos claros; precisos; medidos.
A percepção do nosso corpo, e daquilo que ele nos dá, a consciência quinestésica.
É importante o trabalho realizado individualmente e como ele se altera quando estamos com o outro. Gostei da empatia que criei com a Maria João. Como em silêncio nos fomos entendendo. É curioso o processo. Os nossos corpos é que comunicavam. São eles quem estabelece o diálogo. O mesmo foi aontecendo nos outros exercícios. A atenção é alargada. O processo mais complexo.
O individual espontâneo, o individual com regras/ disciplina/ controlo. O pequeno grupo e o colectivo. O indidual no colectivo.

Fiquei com a ideia ainda mais vincada que o elemento coreográfico, por mais simplificado que seja, leva o seu tempo. O rigor, o domínio e acima de tudo o conhecimento do nosso corpo entram num processo de exploração das possibilidade expressivas que pode ser gratificante.
 

Outro aspecto que achei interessante. Ver como um exercício que é proposto para todo um grupo, as indicações que são seguidas, o como lá se chegou. E depois ver os outros que seguiram as mesmas indicações e a multiplicidade de propostas que, como por magia, se apresentam. Como a mesma base permite tantas coisas.

Ricardo Cavadas (o do pijama)
 
Mesmo por entre a febre e a tosse que me atormentava, estar ali a desenvolver a actividade de Dança, com a fabulosa Professora Ana Macara, reabriu-me o espírito.
Incrível como, de repente e inevitavelmente, me esqueci que me sentia doente! Sinto que pairei sobre as nuvens, que deixei o meu corpo flutuar pelo infinito e que me perdi, suavemente, pelas profundezas do Universo.
Eu duas palavras? Foi fantástico!
Filipa Silva
 
Dança!
Agora sim, agora é que vão ser elas.
“Pé de Chumbo”!!!
Só me lembro das bailarinas hipopótamos da “Fantasia” da Disney.
Lindo!?!
É assim? Boa!
Até me sinto mais leve. E, estou a tirar umas ideias para fazer em movimento com os miúdos.
Estava com receio e afinal é óptimo! Até se consegue fazer coisas giras.
Hoje foi um dia estranho…
Muito estranho, mesmo…
Primeiro a dança, o ter que mexer com o corpo, estimulando o aparecimento de sentimentos e emoções tão variado…, não sei se por cansaço, ou por ser mesmo assim…, tive que me concentrar muito mais que nos outros dias. Foram os passos, as “coreografias”, as empatias…(meu grande par, Ricardo), e sucedeu-me o que não acontecia há muito tempo: a adrenalina a subir desenfreada! Tive que ir molhar a cara e respirar fundo, senão era embrulhada no turbilhão das emoções. Mas foi por pouca dura porque logo estava outra vez a embrulhar-me nelas para a MAETertúlia e a dar o laço final com a procissão intimista de Lavacolhos.
Difícil foi ter que ir dormir, mas felizmente os serões da pousada da Mina trazem sempre uma grande dose de inesperado…

Maria João Veloso

 

 

Sempre gostei de “dançar”, ou seja, sempre que ouço alguma música, mais ou menos discreta, lá estou eu a entrar no ritmo.

Sem “escola” e a inércia dos últimos anos, e quando soube que era necessária roupa prática, temi um pouco.

Mas confesso que depois do dia 14 de Fevereiro este era dos dias que eu mais desejava…

Recordo-me da tranquila e graciosa Senhora que tinha chegado após o início da sessão e se tinha sentado perto de mim…

Recordo-me dos seus sapatos, o salto, o modelo, em “verde-mar”, … pareceram-me de bailarina. Mas, prontamente pensei: Elsa, já estas a divagar!...

Afinal, não estava…

E agora neste dia, no MAE retiro, ”Da forma à narrativa” e “Da narrativa à forma” eu queria aprender, apreender, descobrir, fazer, tudo, tudo… e fiz/fizemos: com tal empenho que logo no início o meu pas de deux com a Jenny me valeu algum sofrimento muscular. Mas a emoção e a fantasia falaram mais alto e as dores foram superadas.

Fiquei com pena de não termos visualizado o filme… é sempre o tempo!

Muito obrigada professora!

Elsa Mesquita

publicado por daceaomundo às 14:50
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