Sábado, 11 de Abril de 2009

Para trás ficou a Pousada de Juventude da Mina, pertença do Concelho do Fundão, berço do poeta Eugénio de Andrade, com as suas estações arqueológicas, rotas de turismo cultural, famosas cerejeiras e a monumental Serra de Gardunha.

À frente, um percurso por uma zona repleta de memórias da ocupação humana, companhia de grandes caminhadas diárias até às Minas da Panasqueira, o ganha pão de tanta gente num passado recente. Destaca-se a presença marcante de antigas instalações industriais abandonadas e ligadas à exploração mineira.

Ao lado o Zêzere. Um estranho nome cuja origem mais plausível estará na designação de uma modesta árvore de pequenas flores brancas e frutos negros que abundava nas suas margens, o azereiro, também conhecido por zenzereiro.

A paisagem toma as cores das quatro estações com o rio a serpentear por entre a terra em quietação. Para contrariar esse remanso eu e a Anabela seguíamos activamente distanciando-nos dos nossos companheiros de viagem.

Depois, suavemente, faz-se a transição por uma zona de pinhal, para uma região onde a presença humana se faz assinalar por uma Aldeia do Xisto, onde iremos ocupar o seu casario.

A Casa Grande, antigo solar do Séc. XVIII onde hoje funciona o Centro Dinamizador das Aldeias do Xisto, acolhe-nos e lança-nos à descoberta de mais um dia de estágio.

Na Barroca continua a respirar-se um ambiente rural e familiar, pautado pelos seus ciclos agrícolas.

 

 

 "MAEs Caminhando"

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publicado por daceaomundo às 13:56
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